Familiares e defensores de Jimmy Lai pediram a libertação do ativista católico pró-democracia antes da viagem planejada de Xi Jinping aos Estados Unidos para se encontrar com Donald Trump. O encontro está previsto para 24 de setembro.
O filho de Lai, Sebastien Lai, participou de uma audiência no Congresso em 16 de setembro, conduzida pelo deputado Chris Smith, republicano de Nova Jersey. Ele afirmou que o pai está preso há quase seis anos em uma unidade de segurança máxima, em confinamento solitário, e que enfrenta uma sentença de 20 anos.
Sebastien disse que Jimmy Lai tem 78 anos e pode morrer na prisão caso não seja libertado em breve. Também relatou que sua irmã Claire foi diagnosticada com câncer e começou quimioterapia em Londres. Segundo ele, Lai soube da doença dentro da prisão e não pode acompanhar a filha.
“Meu pai não representa ameaça”, disse Sebastien Lai. Ele pediu que as autoridades chinesas considerem uma libertação por razões humanitárias e permitam que o ativista volte para casa.
Saúde e pressão internacional
Durante uma entrevista coletiva na Universidade Georgetown, Sebastien afirmou que a saúde do pai não melhorou. Segundo o filho, Lai passou a ter problemas cardíacos, sangramentos causados por erupções na pele, unhas que caem e dentes em deterioração. Ele também demonstrou preocupação com o calor registrado em Hong Kong durante o verão.
Caoilfhionn Gallagher, advogada de direitos humanos que lidera a equipe internacional de defesa de Lai, afirmou que o confinamento solitário prolongado aumenta o risco de morte, especialmente entre idosos e pessoas com diabetes. Segundo ela, Lai tem as duas condições.
Chris Smith disse ter apresentado, em 16 de setembro, um projeto chamado Lei de Responsabilização de Prisioneiros Políticos de Hong Kong Jimmy Lai de 2026. A proposta exigiria que o Departamento de Estado avaliasse rapidamente mortes sob custódia de prisioneiros políticos de Hong Kong e aplicasse sanções a funcionários considerados responsáveis.
Mark Clifford, presidente da Fundação Comitê pela Liberdade em Hong Kong, afirmou que Lai é um dos centenas de prisioneiros políticos mantidos em condições frequentemente terríveis. Steve Yates, pesquisador de China e segurança nacional, classificou o caso como um teste para a liderança de Xi Jinping e para a política dos Estados Unidos em relação a Hong Kong.
Trump já havia discutido o caso com Xi, sem que isso resultasse na libertação de Lai. Sebastien disse, porém, que não considera a causa perdida e espera que o presidente americano volte a tratar do assunto.







