O Fed, banco central dos Estados Unidos, elevou nesta quarta-feira (16) a taxa básica de juros do país. A faixa passou de 3,5% a 3,75% para 3,75% a 4%, na primeira alta desde julho de 2023.
A decisão também marcou a primeira elevação desde que Kevin Warsh assumiu a presidência da instituição, em maio. Nomeado por Donald Trump, Warsh teve a indicação aprovada pelo Senado americano.
Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump pressiona o Fed a reduzir os juros. O presidente fez ameaças ao antecessor de Warsh, Jerome Powell, e demitiu no ano passado a diretora Lisa Cook, sob a alegação de fraude hipotecária antes de sua chegada à instituição. A demissão foi revogada pela Suprema Corte.
No início do mês, Trump afirmou que restringiria o comércio dos Estados Unidos com países que tivessem déficit comercial com os americanos caso o Fed não reduzisse as taxas. Desde 2023, o índice passou por vários cortes, três deles no segundo mandato de Trump. A taxa estava na faixa de 3,5% a 3,75% desde dezembro.
Inflação e petróleo
Em agosto, a inflação acumulada em 12 meses nos Estados Unidos foi de 3,4%, igual à registrada em julho e a menor variação desde março. O índice, porém, permaneceu acima do patamar de 3% citado no texto como historicamente comum no país.
Os preços dos combustíveis subiram nos últimos meses durante a guerra no Irã. O regime islâmico obstrui o Estreito de Ormuz desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo mundial passava pela região.
Dados da plataforma Hormuz Strait Monitor indicam que oito navios atravessaram o estreito nas últimas 24 horas. Antes do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, quase 140 navios passavam pelo local por dia.
Trump disse nesta semana que a alta global do diesel ocorre “principalmente devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, e não ao [conflito no] Irã”. Ele também afirmou que Moscou e Kiev concordaram com uma pausa nos ataques a refinarias, mas os dois países não confirmaram a trégua.








