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Bispos americanos formam grupo para orientar uso humano da inteligência artificial

Nova força-tarefa quer preservar a dignidade humana e defender regras de segurança para a inteligência artificial nos Estados Unidos.

Bispos americanos formam grupo para orientar uso humano da inteligência artificial

A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos criou uma força-tarefa para preservar a dignidade humana diante do avanço da inteligência artificial. Mais de uma dúzia de bispos também foi ao Capitólio para pedir aos legisladores regras de segurança para a tecnologia e apoio a medidas de proteção para crianças na internet.

O anúncio foi feito em 16 de setembro, após o comitê administrativo da conferência se reunir com representantes de empresas de tecnologia e especialistas em inteligência artificial. De acordo com a porta-voz dos bispos, Chieko Noguchi, as conversas trataram de formas de manter os sistemas a serviço da humanidade e dos riscos associados à tecnologia.

A força-tarefa será presidida pelo bispo de San José, na Califórnia, Dom Oscar Cantù. Os bispos afirmaram que o grupo também deverá identificar como a Igreja pode contribuir para a base moral dos modelos de inteligência artificial e quais medidas as empresas podem adotar para evitar o uso indevido das ferramentas e garantir supervisão humana.

Noguchi disse que os participantes discutiram maneiras de manter a tecnologia centrada nas pessoas, respeitando a dignidade humana e beneficiando ricos e pobres. As reuniões ocorreram em meio a alertas sobre riscos associados ao desenvolvimento acelerado da inteligência artificial.

Alertas da Igreja

O Papa Leão XIV publicou em maio a encíclica Magnifica Humanitas. No documento, afirmou que a inteligência artificial tende a ampliar o poder de quem já dispõe de recursos econômicos, conhecimento especializado e acesso a dados. Em agosto, o papa também pediu salvaguardas para decisões que afetam a vida humana e que passaram a ser confiadas a máquinas.

No início deste mês, os bispos dos Estados Unidos mencionaram a preocupação de que a tecnologia provoque mais desemprego e reduza a quantidade de empregos capazes de sustentar uma família. O arcebispo Gabriele Giordano Caccia, núncio apostólico nos Estados Unidos, defendeu uma voz moral para o debate e declarou: “Nem tudo que é possível ser feito deve ser feito.”

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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