ST. LOUIS — Mais de mil fiéis participaram de uma vigília de oração na Catedral Basílica de St. Louis, na noite de 23 de setembro, véspera da beatificação do arcebispo Fulton Sheen. Durante a cerimônia, o bispo Robert Barron afirmou que a amizade profunda com Jesus Cristo estava no centro da santidade e do trabalho de evangelização do religioso.
Para Sheen, o cristianismo não era apenas uma filosofia abstrata nem um conjunto de obrigações morais. A religião deveria ser vivida como uma relação pessoal com Jesus Cristo, que trata seus seguidores como amigos. Essa visão orientou sua atuação na mídia e sua tentativa de levar a tradição intelectual católica ao público leigo em uma linguagem simples e direta.
A espiritualidade do arcebispo também foi marcada pela devoção à Virgem Maria e pela adoração eucarística. Ele mantinha o hábito diário de fazer a Hora Santa, com momentos de oração diante do Santíssimo Sacramento. Sheen considerava essa prática essencial para a transformação do coração humano. Sua devoção mariana começou no batismo e continuou durante toda a vida, incluindo mais de trinta peregrinações ao Santuário de Lourdes, na França.
Comunicação e reconhecimento das próprias fragilidades
Sheen usou o rádio e a televisão para divulgar mensagens espirituais e alcançar milhões de pessoas no auge de sua carreira. Sua formação acadêmica foi direcionada ao objetivo de levar o Evangelho a públicos maiores e mais diversos por meio da tecnologia disponível em sua época.
Na autobiografia Tesouro em Barro, o arcebispo reconheceu fragilidades como o interesse por títulos, prestígio e aprovação popular. Ao mesmo tempo, compreendia a santidade como um processo de purificação constante pelo sofrimento e pela aproximação com a cruz de Cristo. A capacidade de admitir as próprias imperfeições e enfrentar desafios internos e externos foi apresentada como parte de sua fidelidade à missão religiosa.







