James Fulton Engstrom, que ficou 61 minutos sem batimentos cardíacos ao nascer, participará da missa de beatificação do arcebispo Fulton Sheen. O adolescente apresentará relíquias do religioso durante a celebração, que reunirá cerca de 50.000 pessoas, segundo o monsenhor Jason Gray, da Fundação Arcebispo Fulton J. Sheen, em Peoria, Illinois.
A cerimônia será realizada na tarde de quinta-feira e terá 89 bispos, cerca de 1.000 padres, cerca de 850 seminaristas e religiosos cada e 250 diáconos. A celebração será presidida pelo cardeal Luis Antonio Tagle, representante do Papa Leão XIV.
O caso de James
James nasceu em 2010. Enquanto ele estava sem batimentos, sua mãe, Bonnie Engstrom, rezou pedindo a intercessão de Sheen. O menino recebeu o nome em homenagem ao arcebispo e, quase 16 anos depois, é descrito pela mãe como um adolescente saudável.
A cura foi considerada um milagre por unanimidade pelos especialistas médicos, cardeais e outros integrantes do Vaticano responsáveis pela investigação. Bonnie disse que relaciona os 61 minutos sem vida do filho ao hábito atribuído a Sheen de passar uma hora por dia diante do Santíssimo Sacramento.
“Como leiga, fiquei muito impressionada com a profundidade da investigação”, afirmou Bonnie durante uma coletiva de imprensa.
Segundo ela, James está animado, embora um pouco nervoso, para participar da celebração. A mãe o descreveu como um “adolescente punk” que não procurou a exposição pública.
Interesse pela beatificação
Gray afirmou que o processo envolveu anos de investigações técnicas e documentação. Ele também disse ter se surpreendido com o interesse de jovens por Sheen, que foi lembrado como uma voz de integridade e como um pioneiro das novas mídias.
O bispo Louis Tylka afirmou que a mensagem do arcebispo continua atual por apresentar a fé com verdade, clareza e caridade. A beatificação foi anunciada originalmente pelo Papa Francisco em julho de 2019.
De acordo com Gray, o Vaticano avalia seis possíveis milagres atribuídos à intercessão de Sheen, incluindo uma suposta cura instantânea de câncer e a recuperação de outro recém-nascido com uma condição semelhante à de James. Um segundo milagre normalmente é necessário para o avanço do processo de canonização.







