O G7 anunciou uma operação de quatro meses para liberar reservas de energia e tentar reduzir os preços do diesel. A ação será coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE) e terá início imediato, conforme comunicado conjunto divulgado pelo gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron.
O plano prevê a disponibilização de 100 milhões de barris. Os integrantes e parceiros do grupo deverão concentrar uma parcela significativa da liberação de diesel nos primeiros 20 dias, segundo a nota dos líderes.
A decisão foi tomada após pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma publicação na rede Truth Social, ele comemorou o anúncio e afirmou: “O processo começará imediatamente”. Trump não citou os integrantes não europeus do G7 em sua mensagem.
O grupo é formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. Antes da decisão, Trump havia ameaçado proibir as exportações americanas de diesel como forma de tentar reduzir os preços dentro dos Estados Unidos.
Pressão sobre os combustíveis
A alta do petróleo e de seus derivados nos últimos meses está associada, no texto, à guerra no Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz. O cenário aumentou a preocupação dos republicanos com as eleições de meio de mandato presidencial, chamadas de midterms.
A votação de 3 de novembro definirá as 435 cadeiras da Câmara federal e 35 dos cem assentos do Senado americano.
Dados da empresa Kpler mostram que o transporte de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz, escoltado por navios americanos, alcançou média de 13,5 milhões de barris por dia na última semana de setembro. O volume correspondeu à média anterior à guerra.
Já o transporte de produtos refinados ficou em 677 mil barris por dia no mesmo período. Antes do conflito, a média era de 3,6 milhões por dia.








