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Houthis ameaçam novos ataques contra aeroportos da Arábia Saudita

Rebeldes classificaram aeroportos e espaço aéreo sauditas como alvos e alertaram companhias, trabalhadores e viajantes.

Houthis ameaçam novos ataques contra aeroportos da Arábia Saudita

Os rebeldes houthis, do Iêmen e apoiados pelo Irã, ameaçaram realizar novas ações militares contra a Arábia Saudita. O grupo ampliou os alertas para aeroportos e para o espaço aéreo do país após uma sequência de ofensivas contra instalações estratégicas, incluindo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riyadh.

O Ministério das Relações Exteriores controlado pelos houthis, em Sanaa, declarou que aeroportos e o espaço aéreo saudita são "alvos legítimos" e um "teatro de operações". Em comunicados e publicações nas redes sociais, o grupo recomendou que companhias aéreas, trabalhadores e passageiros evitem esses locais. Os aeroportos de Meca e Medina ficaram fora dos alertas.

Pela emissora Al Masirah, o ministério afirmou que as operações seguirão o princípio da reciprocidade em resposta às ações militares sauditas no Iêmen. "A menos que o inimigo saudita cesse sua agressão e interferência no Iêmen, o pior ainda está por vir", declarou.

No sábado (10), um bombardeio contra o complexo do aeroporto de Riyadh deixou 12 mortos e 309 feridos, segundo fontes médicas e diplomáticas ocidentais. A Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita e o Saudi Gazette, por meio da agência estatal SPA, corroboraram o balanço.

Neste domingo (11), um projétil atingiu o Terminal 4 e provocou um incêndio. O porta-voz da coalizão militar anti-houthi, Turki al Maliki, disse que as autoridades investigavam o caso e não atribuiu a ação a nenhum grupo. Depois, afirmou que as defesas aéreas sauditas "interceptaram e destruíram um míssil de cruzeiro nas imediações" do aeroporto. A extensão dos danos e a existência de vítimas são desconhecidas, e os houthis não reivindicaram o ataque.

As forças houthis também declararam um embargo marítimo contra a Arábia Saudita no Estreito de Bab el-Mandeb, passagem entre o Mar Vermelho e o Golfo de Aden. No setor aéreo, Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways suspenderam voos para Riyadh. Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Espanha orientaram seus cidadãos a evitar os terminais da região.

Autoridades sauditas pediram apoio defensivo aos Estados Unidos. O presidente Donald Trump afirmou que a Casa Branca avalia aderir à coalizão liderada pelos sauditas em ações de retaliação contra os houthis: "Vamos analisar a situação... Agimos muito rapidamente".

A escalada começou em meados de julho, quando os houthis acusaram Riyadh de bombardear o aeroporto de Sana. O grupo também reivindicou ataques ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, e a instalações da Aramco na Província Oriental.

A coalizão liderada por Riyadh intervém no Iêmen desde 2015, em apoio ao governo reconhecido internacionalmente. Segundo os insurgentes, cujos dados não foram verificados de forma independente, aviões sauditas realizaram 124 bombardeios nas últimas 24 horas e pelo menos 2.058 ataques aéreos desde setembro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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