A Nasa estima que levará no mínimo mais 10 anos para concluir se houve ou se há vida em Marte. A avaliação é de John Callas, cientista que lidera o projeto do Rover de Exploração Perseverance.
O rover foi lançado em julho de 2020 e está em operação no solo marciano desde fevereiro de 2018. A missão coleta e armazena amostras de rochas e do solo para análise posterior. O objetivo é verificar se existem condições associadas à vida no planeta.
A Nasa ainda desenvolve a missão que levará os materiais de volta à Terra. O plano envolve pousar em Marte, recuperar as amostras, retornar à órbita e depois voltar ao planeta. Callas classificou a operação como “complicada e desafiadora”.
Entre as opções avaliadas estão o uso de pequenos rovers, helicópteros e até o envio de humanos para buscar os materiais. A missão depende de uma janela favorável de lançamento para Marte, que aparece a cada 2 anos. O projeto e a construção de uma aeronave desse tipo levam de 3 a 5 anos.
Indícios de água e vida fora da Terra
Estudos da Nasa indicam que Marte teve corpos de água líquida na superfície, em escala de quilômetros, por períodos entre 10 mil e 1 milhão de anos. Para Callas, essa duração sugere que o planeta teve um ambiente habitável por tempo suficiente para o surgimento da vida.
A Nasa também pesquisa exoplanetas, que orbitam estrelas fora do Sistema Solar. Parte significativa deles tem tamanho semelhante ao da Terra e está a uma distância da estrela capaz de permitir temperaturas compatíveis com água líquida na superfície.
Callas considera essas descobertas fascinantes, mas inconclusivas. Ele estima que pode haver 1 trilhão de planetas apenas na nossa galáxia, enquanto o universo observável teria 100 bilhões de galáxias. Para o cientista, o surgimento rápido da vida na Terra indica que a vida pode se formar de maneira rápida e fácil, embora isso não prove que exista vida nesses planetas.







