O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) deportou 2.015 estrangeiros classificados como terroristas conhecidos ou suspeitos desde o retorno de Donald Trump à Presidência, em janeiro de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).
O balanço saiu na véspera dos 25 anos dos atentados de 11 de Setembro de 2001. A classificação do ICE abrange pessoas formalmente ligadas a atividades terroristas e indivíduos considerados suspeitos pelas autoridades.
Pela definição da agência, um terrorista conhecido pode ter sido preso, acusado, indiciado ou condenado por crimes relacionados ao terrorismo, ou integrar uma organização terrorista. Já a categoria de suspeito reúne pessoas sobre as quais há suspeitas consideradas razoáveis de envolvimento, preparação ou apoio a esse tipo de atividade.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, afirmou que as operações fazem parte do esforço do governo Trump para evitar novos ataques nos Estados Unidos. “Quando dizemos ‘nunca esquecer’, estamos dedicando nossas vidas à vigilância permanente para que nunca mais vejamos um ataque terrorista como aquele em solo americano”, disse.
Casos citados pelo governo
Entre os exemplos apresentados está o do mexicano Abraham Hermosillo Alvarez, preso em Omaha, Nebraska. Segundo o DHS, ele é acusado de liderar um plano frustrado de ataque durante um evento do UFC na Casa Branca, em junho. Alvarez entrou nos Estados Unidos com visto de visitante e permaneceu no país após o vencimento da autorização, em 2001.
O departamento também mencionou o brasileiro Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, descrito como ex-comandante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). Ele foi preso na Carolina do Norte em junho. O DHS afirmou que o brasileiro mantinha a mulher em cárcere enquanto se preparava para fugir para o México.
As duas facções foram classificadas como terroristas pelos Estados Unidos neste ano. No ano fiscal de 2024, o ICE havia deportado 237 pessoas classificadas como terroristas conhecidos ou suspeitos. Em 2023, foram 139.








