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Prisões do ICE em Nova Jersey passam de 2.100 em julho

A agência deteve 18 pessoas em uma operação no supermercado El Oaxaqueño, em Lakewood, em 24 de junho.

Prisões do ICE em Nova Jersey passam de 2.100 em julho
Foto: The New York Times

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) prendeu mais de 2.100 pessoas em julho no estado, o maior número em um único mês desde que Donald Trump voltou ao poder. O total foi mais que o dobro do registrado mensalmente entre fevereiro e maio, quando as detenções ficaram entre cerca de 850 e 950 pessoas.

Os dados foram divulgados pelo ICE na segunda-feira (24). Em Nova York, estado vizinho, as detenções também aumentaram e passaram de 1.500 em julho.

Operação em Lakewood

Em 24 de junho, o ICE deteve 18 pessoas sem status migratório legal no supermercado mexicano El Oaxaqueño, em Lakewood. A ação começou no estacionamento, depois que o Departamento de Segurança Interna (DHS) informou ter recebido uma denúncia sobre a presença de um imigrante em situação irregular com antecedentes criminais, acusado de furto e falsificação.

Testemunhas afirmaram que dez pessoas foram detidas dentro do estabelecimento, entre elas seis funcionários. Trabalhadores que estavam no estacionamento também foram levados. Funcionários e clientes disseram que agentes perseguiram pessoas que tentaram se esconder no banheiro, no andar de cima e na câmara frigorífica. As mãos dos detidos foram imobilizadas com abraçadeiras plásticas.

Bernarda Hernandez, 32, funcionária mexicana, contou que se trancou no banheiro com outra trabalhadora e tentou explicar que tinha uma filha de 2 anos. “Eles abriram a porta e nos tiraram de lá”, disse. Ela afirmou ter ficado traumatizada.

O DHS declarou que algumas pessoas fugiram para dentro do supermercado, o que levou os agentes a iniciar uma perseguição. A agência não informou quantas detenções ocorreram no interior do local e afirmou que a maioria parecia resultar de prisões colaterais, de pessoas que não eram alvos originais da operação.

Mudança nas ações

A ofensiva do ICE passou a ocorrer de forma mais discreta e rápida, com agentes atuando em municípios, subúrbios e cidades de diferentes partes dos Estados Unidos. As ordens são de 2.000 prisões migratórias por dia, aproximadamente o dobro do ritmo registrado na primavera.

Em Nova Jersey, registros judiciais e relatos de advogados apontam detenções de imigrantes em pontos de ônibus, canteiros de obras e postos de gasolina. Também houve abordagens de pessoas a caminho do trabalho e de equipes que se deslocavam para serviços de jardinagem.

Os detidos foram enviados a centros de detenção migratória, incluindo o Delaney Hall, em Newark, unidade com mil vagas. O aumento das prisões levou o advogado de imigração Reuben Kerben a receber centenas de ligações de parentes e empregadores que tentavam libertar funcionários.

O ICE afirmou que algumas das 18 pessoas detidas tinham acusações anteriores por invasão de propriedade, obstrução da ação policial e infrações de trânsito. A agência não especificou quantas tinham antecedentes criminais.

Arturo Garcia, 40, açougueiro guatemalteco do supermercado, disse que os agentes não apresentaram mandado nem perguntaram seu nome, seus documentos ou sua situação migratória antes de prendê-lo. Os proprietários do El Oaxaqueño ajudaram a encontrar advogados para a libertação da maioria dos funcionários que continuavam sob custódia.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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