A Igreja Católica é formada pela Igreja Latina e por 23 igrejas católicas orientais autônomas. Todas estão em comunhão com o papa e preservam tradições litúrgicas, espirituais e administrativas próprias, ligadas a comunidades do Oriente Médio, da Europa Oriental, da África e da Índia.
As igrejas orientais se organizam em cinco grandes tradições litúrgicas: alexandrina, antioquena, armênia, caldeia e bizantina. Algumas celebram em árabe, siríaco, ge'ez, copta, armênio ou eslavo eclesiástico. Muitas mantêm sínodos de bispos responsáveis por decisões pastorais, legislação interna e participação na escolha de novos bispos.
Entre as igrejas estão a Maronita, a Greco-Católica Ucraniana, a Siro-Malabar e a Copta Católica. Elas estão presentes em países como Líbano, Índia, Egito, Ucrânia, Iraque, Etiópia, Eritreia, Armênia, Bulgária, Grécia, Hungria, Itália, Macedônia do Norte, Romênia, Eslováquia e Croácia. Algumas comunidades também existem no Brasil, na Argentina, em Israel, na Palestina e nos Estados Unidos.
A Igreja Copta Católica tem raízes na antiga Igreja de Alexandria e usa o rito alexandrino em copta e árabe. A Igreja Etíope Católica celebra em ge'ez e incorpora instrumentos tradicionais, como tambores e sistros. A Igreja Eritreia Católica foi estabelecida como igreja metropolitana em 2015.
A Igreja Maronita, ligada às comunidades de São Marão na Síria e no Líbano, é a única igreja católica oriental que nunca rompeu a comunhão com Roma. Já a Igreja Caldeia preserva o aramaico oriental e tem seu centro histórico na Mesopotâmia.
A maior das igrejas orientais é a Greco-Católica Ucraniana, com milhões de fiéis em todo o mundo. A Siro-Malabar é descrita como a segunda maior. Outras, como as igrejas Católica Albanesa, Greco-Católica Macedônia e Católica Bielorrussa, reúnem comunidades menores e preservam tradições bizantinas em diferentes países.








