O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (28/9) que o país vencerá a guerra contra o Irã. Ele afirmou que o conflito terminará “de um jeito ou de outro” e avaliou que isso ocorrerá rapidamente.
“Vamos ganhar. Para mim, vai ser de um jeito ou de outro. Vai ser bem rápido”, disse Trump. A fala ocorreu depois de o presidente confirmar contatos entre representantes americanos e autoridades iranianas, conduzidos por mediadores.
As conversas acontecem durante a interrupção das negociações para encerrar as hostilidades. Trump também rejeitou a proposta mais recente de cessar-fogo apresentada por Teerã. Autoridades iranianas, por sua vez, afirmaram que não pretendem negociar diretamente com Washington.
Impasse diplomático
O diálogo entre os dois governos está paralisado desde junho, quando fracassou um acordo provisório que previa uma trégua. O governo Trump rompeu o entendimento após acusar forças iranianas de atacar embarcações no Estreito de Ormuz, rota usada no transporte internacional de petróleo.
As tentativas posteriores de reabrir as negociações não produziram um novo acordo. A existência de contatos indiretos, porém, mostra que os canais diplomáticos continuam funcionando, apesar das declarações públicas contrárias ao diálogo.
O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, disse nesta segunda-feira que potências classificadas pelo regime como agressoras estariam procurando o fim da guerra. A declaração foi divulgada pela mídia estatal no dia em que o conflito no Oriente Médio completou sete meses.
“Chegaram os dias em que as próprias potências agressivas, e não apenas seus procuradores, buscam refúgio dos ataques dos soldados do Islã e imploram pelo fim da guerra”, afirmou Khamenei.
O paradeiro do aiatolá é incerto desde os ataques americanos ao Irã, em fevereiro. Mojtaba assumiu a liderança suprema em março, após a morte do pai, Ali Khamenei, assassinado durante a ofensiva dos Estados Unidos. Informações da inteligência americana indicam que Mojtaba teria ficado gravemente ferido nos bombardeios, mas o governo iraniano não confirmou o dado.








