Israel marca nesta quarta-feira (7/10) três anos do ataque liderado pelo Hamas, que matou cerca de 1.200 pessoas no país e levou 251 pessoas como reféns. A ofensiva desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, onde cerca de 74 mil pessoas morreram, segundo estimativas.
O cessar-fogo foi fechado em outubro de 2025, com a entrega dos reféns restantes e a libertação, por Israel, de detentos palestinos. Mesmo assim, ataques continuam em Gaza. Dados do Ministério da Saúde, controlado pelo Hamas, apontam 1.460 mortes no território palestino desde o início da trégua.
Homenagens e protestos
Atos em memória das vítimas estão previstos em Israel ao longo do dia. Também foram anunciadas manifestações contra o governo. Em Tel Aviv, ativistas pintaram de vermelho a fonte Kikar Dizengoff.
Famílias de reféns fizeram uma manifestação às 6:29 em frente à casa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Cesareia. Ao meio-dia, o país deveria parar para cerimônias e protestos na fonte da praça Dizengoff. Cartazes e mensagens exibiam as frases “7.10 – לא נשכח!” e “27.10 – לא נסלח!”.
A data ocorre a menos de três semanas das eleições marcadas para 27 de outubro, as primeiras desde o ataque. A atuação de Netanyahu se tornou um dos temas centrais da campanha, e pesquisas indicam que ele deve ser derrotado.
“Nos últimos três anos, duas coisas aconteceram: primeiro: viramos o jogo”, disse Netanyahu. O primeiro-ministro também afirmou que 90 por cento dos moradores da região de Tekuma voltaram para suas casas.
Reações internacionais
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a França compartilha a dor de Israel e das famílias enlutadas. Ele defendeu o combate ao antissemitismo e ao terrorismo e o trabalho pela paz e pela segurança.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a União Europeia está pronta para ajudar a transformar o cessar-fogo em uma paz duradoura. O chanceler da Alemanha destacou a necessidade de enfrentar o antissemitismo e de garantir que judeus e judias possam viver sem medo.








