VENEZUELA — A Justiça venezuelana absolveu a advogada e defensora dos direitos humanos Rocío San Miguel, diretora da ONG Control Ciudadano. Ela estava presa por acusações de terrorismo durante o regime de Nicolás Maduro (2013-2026).
A decisão foi emitida nesta quinta-feira (1º) pelo 3º Tribunal de Primeira Instância com Funções de Julgamento, especializado em casos de terrorismo. San Miguel havia sido detida em 9 de fevereiro de 2024, no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, na região de Caracas.
As autoridades chavistas acusaram a ativista de participar da trama chamada “Bracelete Blanco”. O caso envolvia acusações de traição à pátria, conspiração, terrorismo e associação criminosa. O suposto plano teria como objetivo atacar instalações militares na Venezuela e realizar atentados contra Maduro. A trama foi denunciada e reconhecida como uma invenção do chavismo.
Em uma publicação no X, San Miguel afirmou que a decisão confirmou sua inocência e agradeceu à família, aos advogados e às entidades e ONGs que a apoiaram. “Hoje recebo esta decisão com gratidão, mas também pensando naqueles que ainda aguardam justiça”, escreveu.
A advogada havia sido libertada em 8 de janeiro deste ano, durante o processo de libertação de presos políticos após a captura de Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos. Ela, porém, continuava submetida a medidas cautelares até a sentença desta quinta-feira.
San Miguel também declarou solidariedade a cidadãos, ativistas e presos políticos que, segundo ela, ainda enfrentam processos penais e situações de vulnerabilidade.








