O Papa Leão XIV afirmou que a principal missão de um bispo é permanecer com Jesus e exercer o ministério a partir da oração e da intimidade espiritual. A declaração foi feita nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, durante um encontro com 147 novos bispos no Vaticano.
Os participantes vieram de cinco continentes e concluíram um curso de formação em Roma voltado ao fortalecimento da comunhão eclesial. Para o pontífice, os bispos devem ser vistos прежде de tudo como discípulos, e não apenas como administradores ou líderes ministeriais. A autoridade na Igreja, segundo a orientação apresentada, depende de uma disposição diária para ser conduzido por Deus.
Relação com os fiéis
Leão XIV também pediu que os bispos mantenham o coração voltado para as comunidades locais e atuem como Bons Pastores. Entre as atitudes recomendadas estão conhecer os nomes dos fiéis, ouvir suas histórias, acompanhar suas alegrias e tristezas e visitar suas casas sempre que possível.
O papa destacou que a presença física dos bispos é especialmente importante em comunidades mais novas. Uma bênção, uma conversa com um jovem ou o tempo dedicado a ouvir uma família podem transmitir a fé de maneira mais profunda do que discursos longos ou documentos formais.
Atenção aos padres e aos idosos
Aos prelados, Leão XIV recomendou uma relação de amor e fraternidade com os padres, com disposição para encorajá-los, rezar por eles e acompanhar seu ministério. O pontífice pediu atenção especial aos sacerdotes idosos e doentes, para que não se sintam esquecidos pela instituição.
Telefonemas e visitas foram citados como gestos capazes de combater a solidão e demonstrar o valor do serviço prestado por esses padres ao longo da vida ministerial.
Inteligência artificial
Durante o discurso, o Papa mencionou a encíclica Magnifica Humanitas, dedicada à proteção do que é essencialmente humano diante do avanço da inteligência artificial e das novas tecnologias de comunicação. Ele reconheceu as possibilidades abertas por essas ferramentas, mas afirmou que a tecnologia não pode libertar a humanidade do pecado nem das consequências trágicas das crises mundiais atuais.
A orientação é aplicar a caridade pastoral e a esperança cristã para avaliar como preservar a dignidade humana em um cenário tecnológico complexo.







