Um novo livro sobre a vida e o legado de Fulton Sheen apresenta as razões pelas quais o arcebispo ficou conhecido como “Apóstolo da América”. A obra foi publicada por Allan Smith, fundador e diretor da Sociedade Missionária do Arcebispo Fulton J. Sheen do Canadá, em 15 de setembro, antes da beatificação marcada para 24 de setembro.
O livro, intitulado America's Apostle, foi lançado pela EWTN Publishing e pela Sophia Institute Press. Para Matthew Bunson, vice-presidente e diretor editorial da EWTN News, o título resume a missão desempenhada por Sheen entre o público americano.
“Ele realmente foi um apóstolo para o povo americano na grande tradição dos apóstolos”, afirmou Bunson em entrevista a Veronica Dudo, âncora do programa EWTN News Nightly, em 22 de setembro.
Atuação na mídia
Sheen iniciou a carreira na comunicação como sacerdote, apresentando o programa de rádio de uma hora The Catholic Hour em 1930. Em 1951, foi consagrado bispo auxiliar em Nova York e passou a trabalhar na televisão, onde apresentou Life Is Worth Living (A Vida Vale a Pena).
No auge, seu programa de rádio alcançava cerca de 4 milhões de pessoas por semana. A atração televisiva chegava a cerca de 30 milhões de espectadores. Bunson afirmou que Sheen utilizava todos os meios disponíveis para proclamar Jesus Cristo.
A rotina religiosa também fazia parte da atuação do arcebispo. Desde sua ordenação, em 1919, até sua morte, em 1979, ele reservava uma hora diária para oração diante do Santíssimo Sacramento. Sheen foi encontrado morto aos 84 anos, em sua capela, diante do Santíssimo Sacramento.
Bunson disse que o arcebispo fez uma promessa no dia da ordenação e que, segundo a autobiografia Treasure in Clay (Tesouro em Barro), preparava homilias, livros e discursos diante da Eucaristia. Para ele, a oração era parte da preparação de Sheen e da forma como desenvolvia seu amor por Jesus Cristo.








