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Em Nova York, Lula diz que armas recebem mais atenção que educação e combate à fome

Após reunião com Zohran Mamdani, presidente criticou o aumento dos gastos militares e afirmou que há líderes defendendo a guerra.

Em Nova York, Lula diz que armas recebem mais atenção que educação e combate à fome

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o mundo está direcionando recursos para armamentos enquanto deixa em segundo plano a educação e o combate à fome. A declaração foi feita após uma reunião com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, nesta segunda-feira (21).

Lula disse que perguntou ao prefeito quais são os principais problemas da cidade. Mamdani respondeu que o custo de vida é a principal dificuldade e afirmou que Nova York é a cidade mais cara dos Estados Unidos da América, a terceira mais cara do mundo, com um em cada quatro nova-iorquinos vivendo na pobreza. Ele chamou Lula de inspiração.

Na conversa, o presidente brasileiro afirmou ter orientado Mamdani a não abandonar as características que o levaram a vencer as eleições de 2025. Em seguida, criticou o aumento das despesas militares, em uma declaração direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“o mundo está gastando trilhões e trilhões de dólares em armamentos”, disse Lula. Ele também afirmou que a Europa e o Japão voltaram a se armar e que os países estão investindo em armas, mas quase nada em educação e no combate à fome. “Ao invés de estarmos pregando a paz, tem muita gente pregando a guerra”, declarou.

O governo de Trump informou ao Congresso dos Estados Unidos que já gastou US$ 45,1 bilhões na guerra no Irã. O presidente americano também tem pressionado países aliados a elevar os gastos com defesa.

Encontros com líderes de esquerda

A reunião com Mamdani ocorreu na residência do embaixador brasileiro na ONU, Sérgio Danese, onde Lula está hospedado. Nesta terça-feira (22), o presidente fará o discurso de abertura do debate de líderes de governo e Estado da Assembleia Geral da ONU.

Antes, Lula se encontrou com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. Eles trataram de integração latino-americana e caribenha, extremismo político, desinformação, infraestrutura e comércio agrícola. Lula também disse ter agradecido a autorização para o uso, pelo Brasil, do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China e manifestado interesse na regulamentação uruguaia das apostas online.

A presidência do Uruguai informou que os dois discutiram o fortalecimento do multilateralismo e os próximos passos da agenda regional na Celac e no Mercosul. No fim da tarde, Lula se reunirá com o senador americano independente Bernie Sanders.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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