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Mistura de rocha, gelatina e levedura pode formar casas em Marte

Cientistas chineses criaram um material de construção vivo, testado na Terra, que alcançou resistência comparável à do concreto de baixa resistência.

Mistura de rocha, gelatina e levedura pode formar casas em Marte

Uma equipe de cientistas chineses desenvolveu uma mistura para impressão de estruturas em 3D usando rochas marcianas, gelatina e levedura terrestre. Depois de seca e endurecida, a combinação forma um material de construção vivo, reciclável e reutilizável, com resistência comparável à do concreto de baixa resistência.

O método foi detalhado nesta quinta-feira (10) em um artigo na revista Chem Circularity. A proposta busca permitir a construção de colônias em Marte sem transportar materiais de construção durante meses em viagens espaciais. O planeta tem frio extremo, alta radiação e atmosfera praticamente inexistente.

Como o material é produzido

A fórmula reúne areia, gelatina e uma levedura revestida com proteínas adesivas, incluindo proteínas semelhantes às usadas pelos mexilhões para se fixar em rochas. A gelatina une os componentes e dá suporte ao crescimento celular, enquanto a areia fornece massa e estrutura.

Em testes que simularam as condições marcianas, o material foi liofilizado pelo frio intenso e pela baixa pressão depois de sair do bocal. A água congelada passou diretamente do gelo para o vapor, deixando poros microscópicos e formando uma estrutura leve e porosa, semelhante a uma espuma.

As estruturas produzidas ainda são pequenas cúpulas, com cerca de 45 mm de altura e 30 mm de largura. O estudo registrou resistência à compressão de 10 a 12 megapascais. Segundo Jishen Qiu, autor principal e engenheiro da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, o material seria suficientemente resistente para um edifício de um ou dois andares na Terra e poderia ser usado em construções de vários andares em Marte.

Limitações do estudo

A alternativa também permitiria recuperar o fermento de estruturas desmontadas e cultivá-lo em biorreatores. “Desde que haja uma única célula de levedura viva, elas podem ser cultivadas novamente”, afirmou Qiu.

O material, porém, só foi testado na Terra. Ainda não se sabe se as leveduras sobreviveriam às condições reais de Marte. A fórmula também depende de ingredientes terrestres, embora em menor escala, e seu uso dependeria de avanços na tecnologia de foguetes. Qiu estima que obras de engenharia significativas no local poderiam exigir centenas de toneladas de carga da Terra.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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