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Ruínas de Mieza reforçam hipótese de escola de Aristóteles para Alexandre

Estruturas de um Ginásio Real na Grécia incluem salas de aula, bancos de pedra e objetos ligados à educação dos jovens nobres macedônios.

Ruínas de Mieza reforçam hipótese de escola de Aristóteles para Alexandre

Escavações na antiga cidade de Mieza, no norte da Grécia, identificaram estruturas de um Ginásio Real que pode ter sido o local onde Aristóteles ensinou Alexandre, o Grande, por volta de 343 a.C. As descobertas foram divulgadas pelo Ministério da Cultura da Grécia em setembro de 2024.

O complexo ocupa aproximadamente 30 mil metros quadrados e apresenta características de um grande ginásio do século 4º a.C., período do reinado de Filipe II, pai de Alexandre. Entre os achados estão quatro estiletes de metal, usados para escrever em tábuas de cera, além de salas de aula com bancos de pedra preservados.

Também foram encontradas áreas destinadas ao treinamento físico, como a palestra, e um pórtico coberto de 200 metros. Mosaicos e colunas indicam que o espaço tinha elementos arquitetônicos de luxo e era voltado à elite do reino.

Formação dos jovens nobres

Na Grécia Antiga, os ginásios funcionavam como centros de educação intelectual, preparação militar e convivência social. Em Mieza, os jovens também participavam de banquetes em salões chamados andrones. Cada espaço comportava cerca de 20 pessoas e tinha bases elevadas para leitos, onde os nobres discutiam política e cultura.

A hipótese de que o complexo foi a escola de Aristóteles combina a localização, a cronologia das construções e relatos históricos. Plutarco registra que Filipe II providenciou um local em Mieza para a formação do filho. Pesquisas anteriores situavam a escola perto de um santuário local, mas o Ginásio Real passou a ser considerado o local mais provável por sua monumentalidade e pela semelhança arquitetônica com o palácio real de Aigai.

Ainda não foi encontrada uma inscrição com o nome de Alexandre. Mesmo assim, o edifício é considerado compatível com o nível social dos alunos descritos nas fontes antigas.

As escavações continuam, com atenção especial à parte leste do complexo. Os pesquisadores buscam compreender a organização das salas e as atividades realizadas no local. Novas publicações e a descoberta de objetos que relacionem diretamente Alexandre ao prédio ainda são necessárias.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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