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Negociação sobre ouro venezuelano inclui restrição à venda imediata das reservas

Acordo entre governo e oposição prevê levar reservas do Banco da Inglaterra a Nova York, mas ainda depende de detalhes técnicos.

Negociação sobre ouro venezuelano inclui restrição à venda imediata das reservas

A presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, reuniu-se nesta sexta-feira (18/9) com Colin Dick, encarregado de negócios da Embaixada do Reino Unido. No encontro, ela agradeceu a disposição britânica para acompanhar a retomada das relações diplomáticas entre os dois países.

A reaproximação ocorre enquanto o governo venezuelano e a oposição negociam o destino de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 20,5 bilhões) em reservas de ouro mantidas no Banco da Inglaterra. A proposta é transferir os ativos para o Banco da Reserva Federal de Nova York.

Pelos termos discutidos, o governo de Delcy Rodríguez manteria o controle legal do ouro, mas não poderia vender as reservas imediatamente. Os ativos poderiam servir como garantia para empréstimos voltados à reconstrução da infraestrutura da Venezuela após os fortes terremotos que atingiram o país em junho.

Quatro fontes informadas sobre as negociações afirmam que os Estados Unidos apoiam o processo entre o governo e a oposição. O país exerce forte influência na política de Delcy desde a invasão da Venezuela em janeiro.

O entendimento ainda não foi concluído, e a definição dos detalhes técnicos pode levar algum tempo.

Disputa pelas reservas

O ouro depositado no Reino Unido é reivindicado pela oposição venezuelana desde 2019. Naquele ano, o governo britânico e outros países, incluindo os Estados Unidos, defenderam Juan Guaidó, opositor de Nicolás Maduro, como presidente legítimo da Venezuela.

Guaidó e a oposição passaram a reivindicar o controle das reservas mantidas na Inglaterra. A disputa chegou à Suprema Corte do Reino Unido.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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