A Organização das Nações Unidas (ONU) identificou indícios e “motivos razoáveis” para concluir que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra em ataques contra o Irã. A avaliação está em um relatório divulgado nesta quinta-feira (17/9) pela Missão Independente de Apuração de Fatos sobre o Irã.
O documento descreve dois ataques que, segundo os investigadores, foram realizados de forma indiscriminada contra locais que poderiam ser reconhecidos claramente como instalações civis.
Ataques a instalações civis
Um dos episódios ocorreu na escola primária Shajareh Tayyebeh, em Minab, na província de Hormozgan. Ao todo, 157 pessoas morreram, incluindo 123 crianças de 6 a 13 anos que estudavam no local.
A missão afirmou que imagens de satélite mostram a proximidade da escola com uma base naval do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC). Não foram encontrados indícios de que a instituição de ensino estivesse sendo usada por militares.
O segundo caso aconteceu em Lamerd, na província de Fars. Um ataque aéreo atingiu um complexo esportivo, matou 22 civis e deixou mais de 100 pessoas feridas. Os Estados Unidos negaram os dois ataques, ocorridos em 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra o Irã.
Acusações contra o governo iraniano
O mesmo relatório também acusa o governo do Irã de cometer crimes contra a humanidade durante os protestos realizados entre o fim de 2025 e o início de 2026.
Dados de Teerã indicam que 3.038 mil pessoas morreram na repressão às manifestações. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), porém, calculou mais de 6 mil mortes entre os manifestantes.
O conflito entre Estados Unidos e Irã continua desde fevereiro. Apesar da redução das hostilidades nos últimos meses, os dois países ainda não chegaram a um acordo de paz.








