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ONU pede que Tennessee abandone nova execução de Christa Pike

Christa Pike sobreviveu a duas doses de pentobarbital, e o Tennessee abriu uma investigação independente sobre o procedimento.

ONU pede que Tennessee abandone nova execução de Christa Pike
Foto: Reprodução/YouTube

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu nessa quinta-feira (1º/10) que o Tennessee não faça uma nova tentativa de executar Christa Pike, de 50 anos. A condenada sobreviveu a duas aplicações de pentobarbital durante uma execução por injeção letal realizada na noite de quarta-feira (30/9).

Pike foi levada a um hospital após o procedimento não provocar sua morte. Testemunhas, incluindo seus advogados e jornalistas que acompanharam a execução, relataram que ela continuou respirando e chegou a roncar de forma audível depois de receber as duas doses do medicamento. Ela também reclamou de desconforto no braço e permaneceu viva por mais de uma hora após a aplicação.

Suspensão e investigação

O governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu todas as execuções previstas no estado até o fim de 2026 e determinou uma investigação independente. O Departamento de Correção afirmou que o protocolo estadual foi cumprido e que o pentobarbital usado era considerado eficaz em procedimentos anteriores.

O episódio foi o segundo problema relacionado a uma execução no Tennessee em 2026. Em maio, outra execução foi interrompida porque a equipe não conseguiu encontrar uma veia adequada para administrar a substância letal.

Condenação e apelo da ONU

Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido em 1995, quando Pike tinha 18 anos. A condenação foi definida em 1996. A execução faria dela a primeira mulher executada pelo Tennessee em mais de dois séculos.

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu que as autoridades desistam de qualquer nova tentativa. Ele afirmou que o caso levanta questões sobre o sofrimento causado por tentativas malsucedidas de execução e sobre garantias de julgamento justo. A ONU reiterou sua oposição à pena de morte.

Nove especialistas independentes em direitos humanos também aderiram ao apelo pela comutação da pena. Os advogados de Pike sustentaram que ela sofreu abusos sexuais durante a infância. O estado reconheceu os abusos em agosto, mas manteve a decisão de executar a condenada.

A tentativa ocorreu após decisões judiciais ao longo do dia. Um tribunal federal havia suspendido temporariamente o procedimento para analisar um recurso, mas a Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou a execução. Ainda não está definido o que poderá ocorrer caso o Tennessee tente cumprir novamente a sentença.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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