Os Estados Unidos e outros nove países das Américas divulgaram uma declaração conjunta contra ações terroristas e operações de influência atribuídas ao Irã e a grupos apoiados pelo regime no continente. O Brasil não assinou o documento, publicado pelo Departamento de Estado americano na segunda-feira (5).
Também aderiram Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Guiana, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Ao todo, dez governos participaram da declaração.
Atividades mencionadas
O documento afirma que as ações atribuídas ao Irã incluem o planejamento de operações letais, a arrecadação ilícita de recursos, a interferência política e iniciativas de influência estrangeira. Os governos também citam esforços para fortalecer redes terroristas, pressionar pessoas consideradas inimigas, comprometer processos judiciais ou administrativos e afetar a segurança dos países da região.
“Permanecemos unidos em nossa determinação de proteger nossos países e nossos povos contra essas ameaças”, afirmaram os signatários. Na declaração, os governos exigem que a República Islâmica do Irã e seus representantes interrompam as ações.
Os países elogiaram governos da região que atuaram contra atividades atribuídas ao Irã e anunciaram a ampliação da cooperação para enfrentar essas ameaças. O documento prevê novas medidas, mas não detalha quais serão adotadas.
A articulação foi promovida pelos Estados Unidos e pelo Paraguai. Em setembro, os dois países organizaram o Fórum de Combate ao Terrorismo Transnacional, criado para ampliar a cooperação entre autoridades policiais das Américas na identificação e interrupção de atividades terroristas ligadas ao Irã.








