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Papa Leão XIV diz que IA amplia riscos à cultura e ao diálogo humano

Em discurso na UNESCO, o pontífice afirmou que sistemas de inteligência artificial não respondem ao sentido da vida humana e podem dificultar o diálogo.

Papa Leão XIV diz que IA amplia riscos à cultura e ao diálogo humano

O Papa Leão XIV afirmou que a inteligência artificial tem ampliado uma corrupção da cultura e pode afetar a compreensão sobre o que significa ser humano. A declaração foi feita durante um discurso na UNESCO, no primeiro dia de uma viagem à França entre 25 e 28 de setembro.

“Uma questão fundamental merece ser explorada, uma que urgentemente exige uma resposta: O que significa ser humano?”, disse o pontífice. O discurso foi feito metade em francês e metade em inglês.

Críticas à inteligência artificial

Leão XIV relacionou o desenvolvimento das comunicações à disseminação de informações falsas e de palavras sem significado, o que, segundo ele, pode dificultar o diálogo. Para o papa, a inteligência artificial amplia esse problema porque seus sistemas conseguem correlacionar dados, mas não responder a questões sobre o sentido da vida humana, enraizado na experiência vivida.

O pontífice também comparou a dominação e a confusão da Torre de Babel, associação que já havia feito com a inteligência artificial, à paz e à unidade encontradas em Pentecostes. Ele afirmou que a mensagem de Pentecostes é recebida por pessoas de todas as nações como uma boa notícia e representa a vitória da vida sobre a morte e a salvação que dá esperança ao mundo.

Leão condenou o poder opressor, o orgulho, a injustiça e o conflito. Também disse que a ciência, quando reduzida a uma técnica de poder, deixa de elevar a pessoa humana e pode degradar os frutos do esforço humano.

Dignidade humana

O papa dedicou parte do discurso à proteção da vida humana, especialmente de crianças nos ventres de suas mães, pessoas em zonas de guerra, pessoas com deficiências físicas e intelectuais, idosos, migrantes, refugiados e aqueles excluídos por serem considerados improdutivos.

“Eles são o verdadeiro teste de nossas reivindicações de respeitar a dignidade humana”, afirmou. Segundo ele, a proteção dessas pessoas também se estende à criação.

Leão disse que existe um paradoxo no avanço tecnológico: enquanto a inteligência é atribuída a sistemas computacionais, a dignidade das pessoas é julgada por critérios de eficiência. Quando consideradas não produtivas, elas podem ser rejeitadas e descartadas.

Visita à UNESCO

A chegada do papa à sede da UNESCO foi recebida com aplausos. Antes do discurso, ele visitou a biblioteca, que abriga os arquivos diplomáticos da organização, e regou uma oliveira como sinal de cuidado com a paz.

Leão também recebeu uma cópia do Memorando do Livro da Paz, documento arquivístico apresentado à 4ª sessão da Conferência Geral da UNESCO em 1949 para apoiar a missão de prevenir conflitos globais após a Segunda Guerra Mundial.

O pontífice disse que visitava a UNESCO como pastor, em nome da Igreja, para dialogar com todos os povos e com mulheres e homens de boa vontade. Ele elogiou a missão da organização de construir um mundo justo e promover o desenvolvimento humano.

Ao citar sua encíclica Magnifica Humanitas, Leão afirmou que a Santa Sé considera a UNESCO uma parceira privilegiada no serviço ao bem comum. Também ressaltou a importância da verdade e declarou que a corrupção da lei começa com a corrupção do coração.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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