O Papa Leão XIV pediu maior assistência internacional à Somália, onde a violência e eventos climáticos extremos agravam as condições precárias da população, especialmente de mulheres e crianças.
Após recitar o Angelus em 20 de setembro, o pontífice afirmou que acompanha com preocupação a crise humanitária no país e defendeu o envolvimento da comunidade internacional para garantir a assistência necessária.
De acordo com o UNICEF, cerca de 4,8 milhões de pessoas na Somália precisam de ajuda humanitária urgente. Entre elas estão aproximadamente 3 milhões de crianças. A agência também informou que cerca de 1,9 milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda, incluindo quase meio milhão em situação de desnutrição aguda severa.
Memória histórica
Em suas observações após o Angelus, Leão XIV também destacou a importância de preservar a memória histórica. O papa enviou uma bênção aos moradores de Pescantina, perto de Verona, que se reuniram em um monumento dedicado às pessoas deportadas e mantidas prisioneiras durante a Segunda Guerra Mundial.
Ele disse que a cerimônia deveria reforçar a necessidade de aprender com a história para evitar a repetição dos erros do passado.
Antes do Angelus, o papa refletiu sobre o relato do Evangelho do dia, que trata de trabalhadores chamados para atuar em uma vinha em horários diferentes. A partir do profeta Isaías, afirmou que os caminhos de Deus superam as expectativas humanas e pediu o abandono do pecado e o retorno ao Senhor.
Leão também comentou o pagamento dos trabalhadores na parábola. Embora o proprietário mantenha o acordo com os primeiros contratados, ele oferece o mesmo pagamento aos que chegaram mais tarde. Para o papa, o episódio mostra que a bondade de Deus se dirige a todos e que a misericórdia supera cálculos baseados apenas em mérito e recompensa.








