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Deputados britânicos rejeitam projeto de morte assistida na Inglaterra e no País de Gales

Proposta perdeu por 16 votos e previa assistência médica para pacientes com expectativa de vida inferior a seis meses.

Deputados britânicos rejeitam projeto de morte assistida na Inglaterra e no País de Gales
Foto: Jack Taylor/Getty Images

Deputados do Reino Unido rejeitaram nesta sexta-feira (11/9) um projeto que autorizaria a morte assistida para pacientes em estágio terminal na Inglaterra e no País de Gales. A proposta foi derrotada por 16 votos: 286 parlamentares votaram contra e 270 apoiaram o texto.

O projeto permitiria que pessoas com expectativa de vida inferior a seis meses solicitassem assistência médica para morrer. O pedido dependeria da avaliação de dois médicos e de um comitê formado por especialistas. Também seria necessário que o próprio paciente tivesse condições de administrar a substância usada para provocar a morte.

A votação reacendeu a divisão no Parlamento sobre o direito de pacientes com doenças incuráveis decidirem como e quando morrer. Os defensores diziam que a medida ampliaria a autonomia de adultos em fase terminal e permitiria um fim de vida considerado digno.

Os críticos sustentavam que a mudança poderia pressionar idosos e pessoas com deficiência. Na avaliação deles, esses grupos poderiam se sentir obrigados a escolher a morte para não se tornar um peso para familiares ou para o sistema de saúde.

Durante o debate, a deputada trabalhista Janet Daby disse ter mudado de posição em relação a votações anteriores. Ela relatou ter tido “pesadelos sobre a morte e o fato de morrer” depois de votar a favor da proposta.

A deputada trabalhista Lauren Edwards, uma das principais defensoras do projeto, criticou a rejeição. Para ela, os parlamentares “deixaram passar a sua oportunidade” de mudar a legislação. Edwards também afirmou que as regras atuais são injustas.

Histórico da proposta

O texto havia sido aprovado pelos deputados em uma votação apertada em junho de 2025. Depois, ficou bloqueado na Câmara dos Lordes, que analisa propostas aprovadas pela Câmara dos Comuns. Em abril, a medida foi abandonada após um longo impasse na casa.

Em meados de junho, uma deputada trabalhista reapresentou o projeto, que voltou a ser discutido no Parlamento. O primeiro-ministro Andy Burnham, que assumiu o cargo em julho, informou que não participaria da votação para evitar influência sobre o resultado.

Com a rejeição, Inglaterra e País de Gales mantêm a proibição da morte assistida nos termos previstos no projeto. A decisão também diferencia o Reino Unido de países como Canadá, Bélgica, Suíça e Uruguai, que aprovaram modelos semelhantes de assistência médica para morrer. A opinião pública britânica permanece dividida sobre o tema.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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