Dom Iyad Twal, vigário patriarcal latino para a Jordânia, defendeu a criação de uma rota unificada de peregrinação pelos locais sagrados da Terra Santa até 2030. A data marcará 2 mil anos desde o batismo de Jesus no Jordão.
Membro do conselho de curadores da Comissão do Sítio do Batismo, Twal afirmou que a Jordânia é parte da Terra Santa e que os santuários jordanianos e palestinos devem ser apresentados como integrantes de uma única jornada espiritual. Para ele, a proposta não deve estimular a disputa entre países, mas oferecer uma experiência compartilhada de fé.
Preparação para 2030
Twal elogiou a resposta do Reino Hachemita da Jordânia à iniciativa e a criação de um comitê nacional de alto nível presidido pelo primeiro-ministro. Na avaliação dele, Estado, Igreja, setor privado e instituições relevantes podem formar uma parceria com dimensões religiosa, humanitária e cultural.
O vigário disse que investimentos, infraestrutura e preparação turística precisam estar subordinados à experiência espiritual dos peregrinos. Ele descreveu a Terra Santa como a “geografia da salvação” e afirmou que os locais sagrados não devem ser tratados apenas como destinos turísticos.
A relação de Twal com o Sítio do Batismo de Jesus Cristo passou, conforme seu relato, de uma experiência pessoal ligada à sua consagração episcopal no local, em 2025, para uma responsabilidade eclesial voltada à preservação de seu caráter sagrado e ao atendimento de peregrinos e visitantes.
Rota e efeitos para as comunidades
Twal pediu a reconexão dos locais sagrados em uma única rota. Quando as circunstâncias permitirem, o percurso poderá incluir Egito, Jordânia, Belém, Jerusalém e Nazaré, permitindo aos visitantes realizar a “jornada completa”.
Ele também destacou a Igreja local, formada por famílias, jovens, escolas e instituições sociais e eclesiais, como parte essencial da experiência dos peregrinos. Segundo Twal, o contato com essas comunidades pode apresentar a vida e a fé dos cristãos árabes na Terra Santa.
A iniciativa também poderia ampliar oportunidades para jovens nos setores de hospitalidade, serviços e turismo religioso, além de estimular o uso de tecnologia, gerar emprego e apoiar comunidades locais.
Para Twal, o resultado de 2030 não deve ser avaliado somente pelas celebrações, mas pelo que permanecer na vida da Igreja, da peregrinação e das comunidades. Ele afirmou que a ocasião pode iniciar uma jornada até 2033, quando será lembrada a ressurreição de Jesus Cristo. A mensagem que espera dos peregrinos ao retornarem é: “Renovem suas promessas batismais”.







