ATENAS — O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, defendeu nesta quarta-feira (7) que os países ocidentais recuperem o nacionalismo, a capacidade industrial, a força militar e a confiança em sua própria civilização. O discurso foi feito na colina de Pnyx, diante da Acrópole de Atenas, na Grécia.
Rubio afirmou que o Ocidente perdeu parte de sua força ao abrir fronteiras, transferir a produção industrial para o exterior, enfraquecer suas Forças Armadas e entregar decisões a organizações internacionais. Na avaliação dele, outras potências aproveitaram esse movimento para ampliar sua influência.
O secretário usou a história da Grécia Antiga para sustentar que a democracia, a filosofia, a ciência e as instituições ocidentais foram influenciadas por valores como ambição, coragem, busca pelo conhecimento, competição e disposição para assumir riscos. Ele também citou a reconstrução da Acrópole depois da invasão persa de 480 a.C. como exemplo da capacidade de resistência dos gregos.
“A palavra ‘nacionalismo’ se tornou um palavrão”, declarou Rubio, ao criticar o que considera uma rejeição à história e às conquistas do Ocidente. Ele também afirmou que sociedades modernas passaram a priorizar a eliminação de riscos e diferenças de desempenho, em vez da busca pela excelência.
O secretário associou a palavra grega thumos à paixão, à força, à coragem e ao orgulho. Segundo ele, essas características são necessárias para que uma civilização preserve a disposição de lutar, se esforçar e sobreviver.
Política do governo Trump
Rubio disse que o governo do presidente Donald Trump escolheu recuperar o controle de cadeias de produção estratégicas, reconstruir a indústria, fortalecer a defesa e disputar a liderança em novas tecnologias. Ele citou semicondutores, minerais críticos, inteligência artificial, segurança cibernética, drones e tecnologias militares.
Também mencionou o objetivo de enviar astronautas novamente à Lua e iniciar uma nova fase de exploração espacial. Para Rubio, essas iniciativas fazem parte da tradição de descoberta associada à Grécia Antiga.
O secretário defendeu que os Estados Unidos e os países europeus ampliem sua capacidade de defesa e usem a força quando a diplomacia não for suficiente. Também afirmou que as alianças internacionais devem proteger os interesses dos países sem substituir sua soberania ou exigir o abandono de suas identidades nacionais.
Rubio relacionou ainda o patriotismo e o cristianismo à ideia de sacrifício. Citou Sócrates, os 300 espartanos e Aquiles como exemplos de lealdade a uma causa e afirmou que o heroísmo ocidental valoriza a vida, mesmo quando alguém aceita morrer por seus princípios.
Ao final, disse que o Ocidente enfrenta ameaças militares, terrorismo, disputa por recursos naturais e competição tecnológica. Para ele, os Estados Unidos e seus aliados europeus precisam reconstruir instituições e alianças. “O caminho que escolhermos determinará se o Ocidente manterá seu lugar à frente do mundo ou se resignará a um futuro de atrofia, servidão e declínio”, afirmou.






