O governo da Rússia acusou países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de preparar uma ofensiva contra o território russo entre 2029 e 2030. A denúncia foi apresentada por Yulia Zhadanova, chefe da delegação russa sobre segurança militar e controle de armamento em Viena, na Áustria.
Zhadanova afirmou que países europeus modernizam aeroportos, estruturas logísticas, passagens de nível e pontes. Segundo ela, essas ações também incluem a integração ao chamado sistema militar de Schengen, subordinado a um confronto de longo prazo com a Rússia.
A representante russa disse ainda que algumas nações da Otan estão instalando estruturas de comando e depósitos de equipamentos. Na avaliação apresentada por Zhadanova, essas medidas ampliariam a presença militar na região e poderiam apoiar um conflito.
O governo russo não apresentou provas para sustentar as acusações. A declaração foi divulgada em uma semana marcada por episódios envolvendo a Rússia e integrantes da aliança militar.
Na Lituânia, um drone de origem não identificada foi registrado. Caças da Otan foram acionados e derrubaram o veículo não tripulado. Depois, o governo da Dinamarca acusou a Rússia de atingir com sinalizadores um helicóptero militar dinamarquês que sobrevoava águas internacionais perto de um navio de guerra russo.
No último ano, a Otan decidiu elevar os gastos totais com defesa para 5% do Produto Interno Bruto de cada um dos 32 países membros. A decisão ocorreu após um afastamento dos Estados Unidos da aliança.
Em 2022, Vladimir Putin citou a aproximação entre a Ucrânia e a Otan como uma das justificativas para iniciar o conflito no Leste Europeu. A guerra já dura mais de quatro anos.







