Manifestações lideradas por candidatos pressionaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar em análise pedidos de abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na terça-feira (15), Romeu Zema (Novo-MG) participou de um protesto em frente ao Congresso Nacional com deputados e senadores do Novo. O grupo pediu a abertura de investigação contra Moraes e criticou a condução de Alcolumbre. O candidato à Presidência afirmou que o senador estaria protegendo ministros da Suprema Corte ao não levar os pedidos à votação.
“Boa parte do Supremo está apodrecido, se corrompeu e perdeu toda a credibilidade”, declarou Zema. Segundo ele, o STF nunca havia enfrentado um comprometimento tão grave em 135 anos. Antes do ato, o candidato também acusou Alcolumbre de ter engavetado mais de 100 pedidos de impeachment, incluindo um apresentado por ele contra Moraes.
No domingo (13), Nikolas Ferreira (PL-MG), candidato à reeleição, organizou uma manifestação em Macapá a favor do impeachment de Moraes. O deputado disse que Alcolumbre será considerado “um dos maiores covardes da história” caso não submeta à votação a abertura do processo relacionado às suspeitas sobre a relação do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
“Estamos aqui não pedindo vingança, mas justiça; paute o impeachment e o resto nós faremos”, afirmou Ferreira durante o protesto.
A oposição também apresentou, na segunda-feira (14), propostas para alterar o regimento interno do Senado e reduzir o poder de decisão do presidente da Casa. Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), criticou a “inércia” de Alcolumbre e do Congresso Nacional.
Alcolumbre foi reeleito senador em 2022 e não disputará as eleições deste ano. O mandato é de oito anos, e ele busca a reeleição para o comando do Senado. Na semana passada, defendeu Moraes no plenário ao mencionar denúncias do caso “Dark Horse” contra Flávio Bolsonaro. “Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para as mesmas pessoas para fazer um filme e agora o culpado sou eu e o ministro Moraes”, disse.








