São Nicolau de Tolentino é associado ao purgatório por uma história segundo a qual um frade falecido apareceu para pedir orações e a celebração da Eucaristia por ele e por outras almas. A Igreja Católica celebra a festa do santo em 10 de setembro.
Nascido em 1245, em Sant'Angelo, no centro da Itália, Nicolau entrou ainda jovem para a ordem agostiniana, depois de ouvir um sermão sobre a vaidade do mundo. A ordem ficava em Tolentino. Após estudar por sete anos, ele foi ordenado sacerdote.
Nicolau dedicava longos períodos à oração, jejuava e praticava mortificações. Também ajudava os pobres com pão benzido mergulhado em água. A prática teria relação com uma visão da Virgem Maria, que lhe teria orientado a mergulhar o pão em água e comê-lo para recuperar a saúde.
Ele ficou conhecido por obter curas para doentes de Tolentino e por ressuscitar algumas pessoas. Durante sua vida, a doutrina do purgatório foi definida formalmente pela Igreja Católica no Segundo Concílio de Lyon, em 1274. Segundo esse ensinamento, quem morre na graça de Deus vai diretamente para o céu ou passa por um estado de purificação antes de entrar nele.
Os Agostinianos do Centro-Oeste dos Estados Unidos relatam que Nicolau ouviu, certa noite, a voz de um frade morto que conhecera. O frade afirmou estar no purgatório e pediu que Nicolau celebrasse a Eucaristia por ele e pelas demais almas. Depois de sete dias, voltou a falar com o santo, agradeceu e disse que muitas almas estavam com Deus.
Nicolau morreu de doença em 1305 ou 1306. O Papa Eugênio IV canonizou-o em 1446, após reconhecer cerca de 300 milagres atribuídos a ele. Além de patrono das almas do purgatório, Nicolau é considerado protetor contra doenças epidêmicas e incêndios.








