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Trump cria comitê para avaliar permanência de diretora do Fed

Lisa Cook será ouvida em novembro após acusações sobre informações em contratos imobiliários anteriores ao cargo.

Trump cria comitê para avaliar permanência de diretora do Fed

Donald Trump determinou uma nova investigação sobre Lisa Cook, integrante do Conselho de Governadores do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos. O procedimento poderá resultar na demissão da diretora, que é acusada de apresentar informações falsas em contratos de financiamento imobiliário antes de assumir a função.

A decisão foi formalizada em um memorando assinado por Trump na quarta-feira (7) e divulgado pela Casa Branca nesta sexta-feira (9). O documento prevê uma audiência com Cook em 5 de novembro, dois dias depois das eleições legislativas americanas. A sessão será fechada e poderá durar até quatro horas.

Cook terá a possibilidade de entregar documentos, testemunhos por escrito e argumentos em sua defesa. Após a audiência, um grupo de três integrantes do governo deverá recomendar ao presidente se ela deve permanecer no cargo e avaliar se há justificativa legal para o afastamento.

O comitê será liderado por Kevin Hassett, principal assessor econômico de Trump. Também participarão Andrea Lucas, presidente da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego, e Keith Sonderling, diretor interino do Escritório de Ética Governamental.

“Como presidente, é meu dever garantir que as leis sejam fielmente cumpridas”, afirmou Trump no memorando, ao defender a possibilidade de demitir subordinados que, na avaliação dele, não sejam confiáveis para dizer a verdade e cumprir a lei.

Acusações e reação

A disputa começou em agosto de 2025, quando Trump anunciou a demissão de Cook após acusações feitas por Bill Pulte, diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional dos EUA. Pulte disse que ela teria declarado dois imóveis diferentes como residência principal em documentos de empréstimos assinados em 2021, o que poderia ter permitido condições mais favoráveis de financiamento.

Cook nega a suposta fraude e recorreu à Justiça. Em junho deste ano, a Suprema Corte dos Estados Unidos manteve a diretora no cargo e afirmou que Trump não poderia afastá-la sem justificativa legal suficiente e sem oferecer a oportunidade de defesa.

Os advogados Abbe Lowell e Norm Eisen disseram que avaliam se o novo procedimento permitirá uma defesa justa ou servirá apenas para formalizar uma decisão já tomada. “A diretora Cook recebe de bom grado a oportunidade de apresentar os fatos para limpar seu nome”, afirmaram.

Nomeada por Joe Biden em 2022, Cook tem mandato previsto até 2038 e não foi formalmente acusada de crime. A disputa ocorre enquanto Trump pressiona o Federal Reserve por juros menores. O banco elevou as taxas em setembro, sob a presidência de Kevin Warsh, indicado por Trump para substituir Jerome Powell. Uma eventual saída de Cook permitiria ao presidente escolher outro integrante do conselho responsável pela política monetária americana.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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