O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, apoiou nesta segunda-feira (21/9) a decisão de Donald Trump de impedir jornalistas da CNN, Politico e MS NOW de entrar na Casa Branca. Ele classificou a medida como “totalmente apropriada” e acusou os veículos de fazer uma cobertura que seria, na avaliação dele, propaganda.
A declaração foi dada na Base Aérea Conjunta Andrews, antes de Vance viajar para um evento de campanha na Carolina do Norte. Para o vice-presidente, Trump não proibiu os meios de comunicação, mas retirou deles um acesso especial à sede do governo.
“Eles ainda podem reportar. Ainda têm acesso à liberdade de expressão. Só não vão mais ter um escritório na Casa Branca”, afirmou Vance. Ele também disse que os veículos continuam autorizados a cobrir o governo, consultar relatórios públicos e conversar com pessoas dentro e fora da administração.
Vance criticou a abordagem que considera excessivamente negativa em relação ao governo republicano. Segundo ele, a cobertura não representa o povo americano nem a opinião pública. O vice-presidente questionou por que uma Casa Branca republicana concederia acesso especial a veículos que, em sua avaliação, fazem propaganda de extrema esquerda.
Ação judicial
Trump anunciou na sexta-feira (18/9) que CNN, Politico e MS NOW não poderiam mais acessar a Casa Branca. Em uma publicação na Truth Social, acusou os três veículos de divulgar notícias falsas e disse que outras organizações poderiam sofrer medidas semelhantes.
No sábado (19/9), jornalistas dos veículos foram barrados no complexo da Casa Branca. As credenciais de imprensa deles foram desativadas ou confiscadas.
Nesta segunda-feira, as três empresas processaram Trump e integrantes de sua administração. Elas pedem a retomada do acesso e sustentam que a decisão viola direitos previstos na Primeira Emenda da Constituição dos EUA e garantias de devido processo.
Trump voltou a defender a medida em uma publicação na Truth Social. O presidente afirmou que a Casa Branca não ataca a imprensa livre, mas as chamadas notícias falsas, que classificou como uma ameaça à segurança nacional.








