O governo venezuelano rejeitou a declaração do ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Mario Lubetkin, que descartou a retomada das relações diplomáticas entre Montevidéu e Caracas. Para ele, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, é tão ilegítima quanto Nicolás Maduro.
Lubetkin afirmou que as eleições de 2024 foram contestadas e que Maduro, apontado no texto como capturado em uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro, está preso no país. A partir desse cenário, disse que surgiu uma presidente igualmente ilegítima.
Reação venezuelana
Félix Plasencia González, ministro das Relações Exteriores e Comércio Internacional da Venezuela, afirmou no X que Caracas rejeita visões que, na avaliação do governo, desrespeitam a soberania e a autodeterminação dos povos. Ele também disse que o processo político venezuelano busca a convivência democrática por meio do diálogo.
“Declarações e posturas desse teor constituem uma intromissão inadmissível”, escreveu Plasencia. O ministro acrescentou que o futuro do país será definido pelo povo venezuelano, conforme a Constituição e o ordenamento jurídico.
William Castillo Bollé, vice-ministro de Políticas Antibloqueio, também respondeu a Lubetkin. Ele chamou o Uruguai de “província argentina” e questionou o que classificou como governo woke. Castillo ainda acusou o país de praticar intervencionismo e pediu que os uruguaios se dediquem a resolver os próprios problemas.
Venezuela e Uruguai romperam relações em 2024, após as eleições contestadas que mantiveram Maduro no poder. Na época, Luis Alberto Lacalle Pou era o presidente uruguaio. Seu sucessor, Yamandú Orsi, não restabeleceu os vínculos diplomáticos com Caracas.








