APARECIDA — O arcebispo da Arquidiocese Metropolitana de Aparecida, dom Mário Antônio da Silva, disse que o Santuário Nacional deve receber os fiéis como peregrinos, com respeito às diferenças e sem transformar a celebração em espaço de conflito político.
A programação do Dia de Nossa Senhora Aparecida, na 2ª feira (12.out.2026), será a 1ª conduzida por dom Mário desde que ele tomou posse como arcebispo, em maio. Aos 59 anos, ele afirmou que a data deve fortalecer a esperança e estimular o aprendizado com a fé.
Fé e convivência
Dom Mário declarou que os participantes devem chegar ao santuário motivados pela oração, pela fraternidade e pela fé. Para ele, a unidade cristã não depende de que todos tenham o mesmo pensamento, mas do reconhecimento da dignidade de cada pessoa.
O arcebispo também defendeu que o 12 de outubro seja uma oportunidade para a aproximação entre pessoas que pensam de maneira diferente. Ele recomendou evitar ofensas e discursos de ódio em casa, nas comunidades e nas redes sociais, além de incentivar o diálogo e o respeito.
A celebração ocorre em um ano de eleições presidenciais. Dom Mário afirmou que, a cada 4 anos, a festa de Nossa Senhora Aparecida coincide com o período eleitoral, mas que essa circunstância não deve tirar o foco do que considera essencial. “Ano após ano, a Mãe continua sendo o centro das nossas celebrações”, afirmou.
Nossa Senhora Aparecida esteve no centro da disputa presidencial durante o 1º turno, quando circulou uma notícia falsa de que Flávio Bolsonaro (PL) pretendia retirar da santa o título de padroeira do Brasil.
Dom Mário pediu que ninguém vá a Aparecida para alimentar divisões ou animosidades. Para ele, a celebração deve ser marcada pela fé, pela esperança e pela fraternidade.








