OSOGBO — A Conferência dos Bispos Católicos da Nigéria (CBCN) definiu 8 de dezembro de 2026 como Dia Nacional de Oração e jejum pelo sucesso das eleições gerais de 2027. A decisão foi anunciada ao fim da segunda assembleia plenária do ano, realizada de 10 a 18 de setembro no Centro Pastoral Nossa Senhora e São Kizito, na Diocese de Osogbo.
Os bispos pediram que as eleições sejam livres, justas e críveis. Também incentivaram os eleitores elegíveis a participar da votação e a escolher líderes qualificados, conforme a própria consciência. A entidade recomendou ainda que os nigerianos conheçam sua carta pastoral sobre o processo eleitoral e sigam as orientações do documento.
Como parte da preparação, dioceses e paróquias de todo o país foram convocadas a promover educação cívica, mobilização de eleitores, jejum e oração no fim de cada mês. Os fiéis também foram incentivados a participar de procissões do rosário entre outubro e dezembro.
Tecnologia e neopaganismo
A CBCN pediu que políticos e outros usuários adotem tecnologias emergentes e inteligência artificial de forma responsável e ética, especialmente no contexto eleitoral. Os bispos afirmaram que essas ferramentas podem ser usadas na evangelização, mas defenderam que seu uso seja orientado por critérios éticos.
A entidade também manifestou preocupação com o crescimento do neopaganismo entre jovens na Nigéria. Entre os fatores citados estão dificuldades econômicas, renascimento cultural e formação cristã considerada inadequada. Os agentes pastorais foram estimulados a ampliar o uso de plataformas digitais, redes sociais e catequese online.
Educação e projeto de lei
Os bispos classificaram o acesso à educação de qualidade como essencial para o desenvolvimento humano e a integração pacífica das comunidades nigerianas. Eles pediram que os governos cumpram a responsabilidade constitucional de financiar a educação e defenderam acesso gratuito, especialmente nos níveis primário e secundário, para crianças de escolas públicas, privadas e missionárias.
A conferência também se posicionou contra um projeto de lei em análise na Assembleia Nacional. Segundo os bispos, a proposta poderia afetar igrejas, mesquitas, escolas e organizações humanitárias que ajudam comunidades vulneráveis e atingidas por conflitos.
A preocupação envolve regras sobre o registro de recursos estrangeiros e poderes para supervisionar seu uso. A CBCN afirmou que a possibilidade de negar ou não renovar o registro de uma organização por razões relacionadas ao interesse nacional poderia ampliar a margem de decisão dos funcionários públicos.
Os bispos disseram que organizações sem fins lucrativos e Curadores Incorporados já são regulados pela Comissão de Assuntos Corporativos (CAC), com base na Lei de Empresas e Assuntos Relacionados (CAMA) e em outras normas. Por isso, pediram à Assembleia Nacional e ao governo federal que não avancem com o projeto, citando possíveis impactos sobre as liberdades de associação, religião, pensamento e consciência.







