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Vitória da AfD na Saxônia-Anhalt preocupa líderes religiosos alemães

Partido conquistou 43,8% dos votos e ficou a três cadeiras da maioria absoluta no Parlamento estadual.

Vitória da AfD na Saxônia-Anhalt preocupa líderes religiosos alemães

O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) obteve 43,8% dos votos na eleição estadual de domingo em Saxônia-Anhalt e terá 39 das 83 cadeiras do Parlamento. O resultado deixou a legenda a três assentos da maioria absoluta e aumentou a dificuldade para formar o próximo governo estadual.

O bispo Gerhard Feige, de Magdeburgo, e líderes protestantes afirmaram ter recebido o resultado com grande preocupação. Em declaração conjunta, eles pediram aos vencedores que respeitem a Constituição do estado, a Lei Fundamental — nome dado à Constituição da Alemanha — e a dignidade de todas as pessoas.

“Qualquer um que deseje assumir responsabilidade governamental também assume responsabilidade por todas as pessoas em nosso estado”, disse Feige na segunda-feira.

A declaração também afirmou que a eleição mudou profundamente o cenário político local. O bispo Heiner Wilmer, SCJ, presidente da Conferência Episcopal Alemã, participou de uma manifestação conjunta com líderes cristãos. “Nossos piores temores se concretizaram, mas devemos aceitar o resultado”, disseram os líderes, que prometeram acompanhar e avaliar criticamente as medidas do futuro governo estadual.

Distribuição das cadeiras

Os Democratas Cristãos (CDU), liderados pelo atual ministro-presidente Sven Schulze, ficaram em segundo lugar, com 15 cadeiras. Sociais-Democratas (SPD), Verdes e A Esquerda conquistaram oito cadeiras cada. A Aliança Sahra Wagenknecht (BSW) obteve cinco.

O escritório de inteligência doméstica de Saxônia-Anhalt classifica a filial estadual da AfD como “confirmadamente extremista de direita”. O partido contesta a decisão na Justiça. No âmbito federal, uma classificação equivalente foi suspensa por um tribunal em fevereiro, enquanto aguarda decisão final.

O cardeal Gerhard Ludwig Müller criticou as declarações dos bispos e afirmou que eles não deveriam usar sua autoridade espiritual em favor ou contra um partido político. Ele também pediu que atuem como pastores espirituais, sem abuso dessa autoridade para fins políticos.

A AfD não conseguiu formar um governo sozinha, e os demais partidos são considerados improváveis de integrar uma coalizão com a legenda. Uma maioria contrária ao partido exigiria a união de todas as outras forças, cenário também apontado como improvável.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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