A Conferência dos Bispos Católicos da Nigéria marcou 8 de dezembro de 2026 como data nacional de oração e jejum pelo êxito das eleições gerais de 2027. A decisão foi tomada durante uma assembleia plenária em Osogbo.
Os líderes religiosos pediram transparência no processo eleitoral e orientaram os nigerianos a escolher representantes com base na consciência e na preparação espiritual. A mobilização pretende estimular um ambiente de paz e justiça, além de incentivar a participação ativa dos eleitores.
Entre as ações previstas estão procissões do rosário e atividades de educação cívica em paróquias. A Igreja também defende a escolha de líderes qualificados e um processo eleitoral livre e crível.
Inteligência artificial e educação
Os bispos afirmaram que a tecnologia e a inteligência artificial devem ser usadas de forma ética e responsável. Segundo a orientação, essas ferramentas podem transformar dados em conhecimento para a evangelização, mas afetam a liberdade humana e não são neutras.
A Conferência pediu que políticos e cidadãos evitem abusos tecnológicos durante o período eleitoral. A inovação digital, na avaliação dos religiosos, deve favorecer a verdade e respeitar princípios morais e a autonomia dos indivíduos.
O documento também alerta para o avanço do neopaganismo, associado a dificuldades econômicas e à cultura da internet. Como resposta, os bispos defendem uma presença cristã maior nos espaços digitais.
Na área educacional, a Igreja considera a educação de qualidade um pilar do desenvolvimento humano. Os religiosos pediram que o governo cumpra sua obrigação constitucional de financiar o ensino e assegure acesso gratuito e universal, inclusive em escolas missionárias. A medida, segundo eles, contribuiria para a integração pacífica das diferentes culturas do país.
Críticas à proposta sobre ajuda estrangeira
Os bispos se opuseram a um projeto de lei que amplia a fiscalização governamental sobre recursos de ajuda estrangeira destinados a entidades sem fins lucrativos. Para a Conferência, a proposta cria burocracia desnecessária e permite que autoridades neguem registros com base em critérios subjetivos, como o “interesse nacional”.
A Igreja afirma que a medida ameaça a liberdade religiosa e de associação e pode prejudicar o trabalho humanitário de igrejas e mesquitas que atendem comunidades vulneráveis e afetadas por conflitos armados na Nigéria.







