Reuters, Al Jazeera, Ansa e El Mundo noticiaram o cancelamento do debate presidencial que a TV Globo faria na noite de 5ª feira (1º.out). O encontro deixou de ser realizado após as desistências de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de decisões judiciais que mudaram as regras do programa.
A Reuters informou que os dois candidatos não participaram do último debate televisivo antes do 1º turno. A agência também destacou que decisões judiciais de última hora alteraram o formato do encontro, considerado uma das últimas oportunidades para os candidatos alcançarem os eleitores antes da votação. Para a Reuters, o episódio mostrou “o papel cada vez menor dos debates televisivos na política brasileira”.
A agência italiana Ansa publicou 2 textos sobre o caso. Um deles registrou o cancelamento e afirmou que foi a 1ª vez desde a redemocratização, em 1985, que um debate presidencial da Globo deixou de ocorrer. O outro tratou da justificativa de Lula, que chamou o modelo proposto de “infrutífero”.
O El Mundo relacionou o cancelamento, as ausências e a sequência de decisões judiciais ao cenário da reta final da eleição brasileira. A Al Jazeera também informou que Lula e Flávio não compareceram ao encontro, que seria realizado antes do 1º turno. A emissora registrou ainda que a Globo justificou a suspensão com “insegurança jurídica”.
Decisões judiciais
Na noite de 4ª feira (30.set) e durante 5ª feira (1º.out), três decisões trataram do debate. Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, negou o pedido do partido Missão para que Renan Santos ocupasse a vaga de Lula. Estela Aranha determinou que a Globo não exibisse o púlpito vazio do presidente e proibiu perguntas dirigidas a ele. Gilmar Mendes, do STF, decidiu que Renan participasse do programa.
Depois das decisões, a TV Globo cancelou o debate e alegou “interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais”. Lula participou de uma entrevista no Flow Podcast. Flávio fez uma transmissão ao vivo em suas redes sociais e justificou a ausência pela decisão sobre o púlpito reservado ao presidente.
Na mesma noite, uma mochila deixada perto do STF levou a Polícia Militar do Distrito Federal a isolar a área e acionar o Esquadrão Antibombas. A inspeção não encontrou explosivos. O objeto tinha apenas pertences pessoais, e o suspeito foi detido após tentar pular as grades do STF e arremessar a mochila sobre um ponto de ônibus.








