Nomes ligados ao mercado financeiro, à campanha e ao governo de Jair Bolsonaro são considerados para integrar a eventual equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL), caso o senador vença o segundo turno e assuma a Presidência da República.
Flávio já afirmou que pretende reduzir o primeiro escalão de 39 para 27 ministérios. Em agosto, Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha do PL, disse que a estrutura poderia ter entre 20 e 25 pastas.
Fazenda e planejamento
Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e sócio da QSM Capital, foi sugerido para a Fazenda por banqueiros, investidores e empresários. O nome também teria apoio de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Kayath nega ter tratado do assunto com o candidato: “Eu nunca conversei com o candidato Flávio Bolsonaro sobre cargos. Nunca tivemos essa conversa”.
Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America, também é citado para a Fazenda. Roberto Campos Neto, que presidiu o Banco Central entre 2019 e 2024, Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, e Gustavo Montezano, presidente do BNDES de julho de 2019 a janeiro de 2023, aparecem entre as alternativas.
Adolfo Sachsida, integrante da coordenação econômica da campanha, é apontado para o Planejamento, embora pessoas próximas a ele digam que sua preferência é pela Fazenda. Daniella Marques pode comandar uma pasta social ampliada, com a incorporação do Ministério das Mulheres e responsabilidade por algumas obras federais.
Outras áreas
Flávio Roscoe é cotado para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Para Minas e Energia, o nome mais citado é Adriano Pires, que também pode assumir a Petrobras. Pedro Lupion e Mauro Mendes aparecem como alternativas para a Agricultura e Pecuária.
O diplomata Roberto Azevêdo é o principal cotado para as Relações Exteriores. Também são mencionados Caio Paes de Andrade, Samuel Kinoshita, Natália Resende, Rafael Benini, João Pedro Nascimento, Joaquim Leite, Alexandre Ywata e Walter Maciel.
Na cota política, aparecem Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Rogério Marinho. O único nome anunciado publicamente até agora é Cláudio Lottenberg, indicado para a Saúde. Flávio afirmou que os demais ministros só serão definidos depois do segundo turno: “A gente tem que ganhar a eleição primeiro antes de discutir qualquer outro assunto”.








