O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, deu 72 horas para o senador Flávio Bolsonaro (PL) complementar uma ação apresentada contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e André Janones (Rede-MG). A decisão foi tomada neste sábado (10.out.2026).
Flávio pediu a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, e do perfil @janones.apoio, no Instagram. A solicitação também inclui a remoção de publicações e a interrupção de anúncios. A análise dessas medidas urgentes ficará para depois que os esclarecimentos forem apresentados.
Na ação, o senador ainda requer a cassação do registro ou diploma da chapa Lula-Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos responsáveis pelas irregularidades que atribui aos investigados.
Esclarecimentos e provas
Cueva determinou que Flávio informe se fez pedidos iguais ou semelhantes em outros processos e apresente eventuais decisões sobre essas solicitações. A campanha também deverá relacionar cada publicação à irregularidade que fundamentaria sua remoção, apontar quais anúncios ainda estariam ativos e explicar quais dados pretende preservar.
Os pedidos que continuarem sem esclarecimento poderão não ser analisados. O ministro deu ainda 5 dias para a inclusão, no processo eletrônico, dos arquivos digitais mencionados como provas. Um pen drive foi entregue à Secretaria Judiciária, mas Cueva afirmou que isso não substitui a apresentação dos arquivos nos autos.
A ação de investigação judicial eleitoral foi recebida pelo corregedor, que determinou a notificação de Lula, Alckmin e Janones para apresentarem defesa em 5 dias. O pedido de sigilo do processo foi negado.
Janones negou ter divulgado notícias falsas pelo canal. Em transmissão ao vivo neste sábado, disse que o espaço era usado para mobilizar apoiadores e que os conteúdos planejados para o 2º turno ainda não tinham começado a ser divulgados. Segundo ele, a campanha de Flávio tenta interromper a mobilização.








