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Curativo brasileiro em 3D usa descargas elétricas contra feridas do diabetes

Protótipo combina material gelatinoso, óleo de semente de uva e estímulos elétricos para apoiar a cicatrização da pele.

Curativo brasileiro em 3D usa descargas elétricas contra feridas do diabetes

Um projeto brasileiro desenvolve um curativo impresso em 3D que produz pequenas descargas elétricas para estimular a cicatrização de feridas associadas ao diabetes, especialmente nos pés.

A doença pode comprometer a circulação, a resposta imunológica e o funcionamento dos nervos. Com isso, a pessoa pode não perceber lesões nos pés, que ficam insensíveis, enquanto a redução do fluxo de sangue e nutrientes dificulta a recuperação. Em casos avançados, pode ser necessária a amputação de um membro.

A endocrinologista Geísa Maria Campos de Macedo, da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica que alterações provocadas pelo diabetes descontrolado prejudicam a defesa do organismo e favorecem complicações como a neuropatia diabética.

Como funciona o curativo

A proposta combina um material gelatinoso produzido por impressão 3D com óleo de semente de uva. O material gera cargas elétricas quando é pressionado. Segundo o engenheiro de materiais Roger Borges, pesquisador e professor do Ensino Einstein, esse estímulo pode favorecer a entrada de cálcio nas células e sinalizar a necessidade de reprodução celular.

A impressão 3D também permite controlar a porosidade do curativo. O objetivo é melhorar a atuação conjunta de suas propriedades e possibilitar o uso em tecidos moles. De acordo com Borges, a maioria dos biomateriais é desenvolvida para a cicatrização de ossos e costuma usar cerâmicas rígidas.

Em estudos in vitro, o protótipo apresentou capacidade de gerar as descargas previstas e segurança na manipulação. O projeto foi apresentado na Materials Science and Technology Conference 2026, nos Estados Unidos.

A próxima etapa prevê testes com células da pele. Depois, serão realizados estudos pré-clínicos com animais e, posteriormente, análises em humanos para avaliar a eficácia e a segurança do curativo.

Prevenção

Yunes Natal Menezes Coelho, 21 anos, estudante de Engenharia Biomédica no Ensino Einstein, teve a ideia do projeto após acompanhar os cuidados do avô, que tinha diabetes e feridas nos pés.

Para reduzir o risco de complicações, a orientação é manter sob controle a glicemia, o colesterol, os triglicérides e a pressão arterial. Pés inchados, muito avermelhados ou com lesão exigem atendimento médico imediato.

Também são recomendados calçados adequados, evitar andar descalço, cuidado ao cortar as unhas e hidratação da pele. A avaliação dos pés por um profissional especializado deve ocorrer no mínimo anualmente em pessoas com diabetes. Após uma úlcera, a possibilidade de recidiva chega a 60% no 1º ano.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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