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Política

Eduardo Bolsonaro perde cargo de escrivão após processo disciplinar

Ministério da Justiça formalizou a decisão após investigação apontar faltas intencionais por mais de 30 dias consecutivos.

Eduardo Bolsonaro perde cargo de escrivão após processo disciplinar

A Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro concluiu que Eduardo Bolsonaro faltou intencionalmente ao serviço por mais de 30 dias consecutivos, sem apresentar justificativa legal. A conclusão levou à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

A demissão foi formalizada nesta segunda-feira (21) pelo ministro Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública. O ato foi publicado na edição do dia do Diário Oficial da União. A decisão havia sido confirmada na última sexta-feira (18).

Processo disciplinar

O caso começou a ser analisado em janeiro deste ano, por meio de um Processo Administrativo Disciplinar instaurado pela Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O procedimento investigou faltas injustificadas e abandono de cargo.

De acordo com a apuração, o afastamento de Eduardo Bolsonaro deixou de ter respaldo depois que seu mandato de deputado federal foi cassado pela Câmara em dezembro de 2025. Com o fim do afastamento legal usado para exercer atividade política, ele deveria retornar imediatamente às funções de escrivão.

A Polícia Federal é subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela formalização da demissão. O ex-deputado ainda não se pronunciou.

Atuação nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro viajou aos Estados Unidos em fevereiro do ano passado para fazer oposição internacional ao Judiciário brasileiro. A atuação tinha como principal alvo o ministro Alexandre de Moraes e estava relacionada ao processo sobre a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.

Há dois meses, o governo dos Estados Unidos concedeu ao ex-deputado o chamado “greencard”, autorização oficial de residência por tempo indeterminado no país.

Na época, Eduardo disse que buscava apoio para punir o que chamou de “violadores dos direitos humanos”, articular uma anistia para envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e cumprir uma “missão” contra Moraes. Ele também se tornou alvo de uma ação do PT por supostamente incitar retaliações contra o Brasil junto a autoridades americanas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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