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Política

El Niño muito forte leva governo a ampliar planos para eventos extremos

Cemaden prevê riscos de chuvas, secas, calor e incêndios e destaca medidas para proteger energia, saúde, agricultura e abastecimento.

El Niño muito forte leva governo a ampliar planos para eventos extremos

O El Niño 2026-2027 está em intensificação e pode superar a intensidade dos eventos registrados em 2015-2016 e 2023-2024, segundo o Cemaden/MCTI. A NOAA elevou para mais de 90% a probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro–dezembro de 2026.

Os efeitos já observados incluem chuvas acima do normal na Região Sul do Brasil, associadas à maior presença de sistemas frontais, e precipitações abaixo do esperado no noroeste da Amazônia. A WMO informa que o fenômeno influencia os padrões de temperatura e de chuva na América do Sul e em outras regiões durante agosto–outubro.

Riscos por região e setor

O Cemaden/MCTI aponta possibilidade de aumento de chuvas extremas, inundações, enchentes e deslizamentos de terra na Região Sul. No Norte e no Nordeste, a previsão inclui agravamento da seca e maior risco de incêndios de vegetação. Já o Centro-Oeste pode ter mais calor e umidade do ar baixa.

Um estudo do Cemaden sobre registros históricos de temperatura em anos de El Niño indica que o calor deve atingir todas as regiões do país. Em 2026-2027, o fenômeno pode superar os eventos de 2015-2016 e 2023-2024, que tiveram 7 e 9 ondas de calor, respectivamente.

Além do clima, os impactos alcançam agricultura, geração de energia, rios, logística, saúde, segurança alimentar e incêndios de vegetação. A disponibilidade de geração de energia pode diminuir na Região Norte, enquanto as temperaturas mais altas tendem a elevar a demanda por eletricidade.

Medidas previstas

O governo federal planejou ações com base em informações do Cemaden/MCTI, Inmet, ANA, SGB, Defesa Civil Nacional e Inpe. O conjunto prevê recursos de R$ 1,335 bilhão para abastecimento de alimentos, segurança alimentar, saúde, monitoramento hidrológico, fiscalização ambiental e prevenção e combate a incêndios florestais.

O CMSE decidiu acrescentar 1,8 GW de energia ao SIN a partir de 1º de setembro. No abastecimento de água, pode haver aumento do consumo nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, associado a secas e temperaturas mais altas.

Na saúde, o SUS deve priorizar recursos, kits emergenciais de assistência farmacêutica e hospitalar e a organização dos serviços. Para a agricultura, o Cemaden recomenda atenção dos produtores de soja, já que os riscos variam entre as regiões produtoras e exigem práticas diferentes.

A Embrapa preparou uma nota técnica com medidas para reduzir os efeitos do El Niño 2026-2027 na agricultura da Região Sul. Os impactos também podem atingir armazenamento, transporte e comercialização.

Alimentos e participação social

A MP nº 1384, publicada no DOU em 12 de agosto de 2026, tratou de recursos para formação de estoques públicos e aquisição de alimentos pela Conab. A medida inclui produtos básicos, como milho do ProVB e arroz, com o objetivo de reduzir possíveis perdas e preservar o abastecimento e a segurança alimentar.

A Secretaria-Geral da Presidência da República conduz diálogos regionais com a sociedade civil organizada, em etapas virtuais e presenciais. A iniciativa busca divulgar informações sobre preparação e resposta a emergências climáticas, regionalizar a discussão e ampliar a participação social.

O Cemaden/MCTI participa dos encontros com informações técnico-científicas atualizadas sobre o El Niño e seus efeitos em diferentes regiões. A preparação envolve União, estados, municípios e sociedade, com medidas voltadas à redução de prejuízos econômicos, sociais, ambientais e em infraestruturas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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