MOSCOU — A eleição legislativa russa vai renovar as 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento, com votação prevista até domingo (20), às 15h no horário de Brasília — 21h no fuso local. A divulgação dos primeiros resultados deve começar depois do encerramento.
O processo ocorre enquanto o Kremlin busca medir o apoio popular à guerra, cujas consequências foram sentidas com mais força do que nunca neste ano. O partido Yabloko, que defende o fim do conflito, foi retirado da disputa antes da votação. Lev Shlosberg, um de seus principais dirigentes, foi preso por criticar a guerra.
Em discurso transmitido pela televisão na noite de quarta-feira, Putin pediu que os cidadãos votassem para mostrar às tropas que "por trás de nossos combatentes há milhões de pessoas". Ele também falou em dar uma "resposta conjunta àqueles que querem enfraquecer a Rússia".
O sistema de votação online da capital russa sofreu um ataque durante a noite, informou Ella Pamfilova, chefe da Comissão Eleitoral Central. Segundo ela, a situação foi controlada, enquanto novas ofensivas continuavam a ser repelidas.
O prefeito de Moscou anunciou que 350 drones ucranianos foram lançados contra a região no primeiro dia de votação. A maioria foi interceptada e destruída.
Ucranianos residentes em áreas ocupadas pelas tropas russas também participaram do pleito. Imagens mostram zonas eleitorais vigiadas por militares portando fuzis.








