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Política

Fachin leva ao plenário decisão sobre investigação de Moraes; Zema convoca ato

Sessão do STF está marcada para 15.set.2026, às 10h, mesmo dia em que Romeu Zema chamou apoiadores para manifestação em Brasília.

Fachin leva ao plenário decisão sobre investigação de Moraes; Zema convoca ato

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, marcou para 15.set.2026, às 10h, o julgamento sobre a autorização para que a Polícia Federal investigue o ministro Alexandre de Moraes. O pedido tem como base mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e estava sob relatoria de André Mendonça.

A decisão foi tomada no mesmo dia em que Romeu Zema convocou apoiadores para uma manifestação em Brasília. O candidato à Presidência da República pediu que os participantes cheguem à capital federal às 9h. O local do ato ainda não foi definido, conforme informou a assessoria de Zema.

Zema afirmou que a mobilização não deve ser tratada como uma disputa entre esquerda e direita. Em uma publicação nas redes sociais, declarou: “Não é mais esquerda contra direita. São os brasileiros contra um intocável”. Ele também chamou o julgamento de “um dos momentos mais importantes da história recente do Brasil”.

O candidato disse que a manifestação pretende mostrar que “o Brasil ainda é” do povo brasileiro e classificou 15 de setembro como “o início do fim dos intocáveis”. Zema publica com frequência a série “Os Intocáveis”, produzida com inteligência artificial e marcada por críticas a integrantes do STF, políticos e empresários citados em investigações relacionadas ao Banco Master.

Fachin afirmou que cabe ao plenário decidir se a apuração contra Moraes será autorizada. Ao levar o caso para julgamento, disse que a Presidência do STF deve preservar a integridade da Corte e esclarecer fatos que possam gerar dúvidas sobre seu funcionamento.

Outras decisões do presidente do STF

Também em 9.set.2026, Fachin retirou Moraes do comando do inquérito das fake news, aberto em março de 2019. Os procedimentos de investigação preliminar ainda em andamento e distribuídos por prevenção ao caso passaram para a Presidência do Supremo. A mudança não alcança ações penais já instauradas com denúncia recebida.

O presidente do STF preservou os atos praticados durante a condução de Moraes. Com isso, a revogação da designação não invalida automaticamente decisões anteriores.

Fachin ainda suspendeu a decisão de André Mendonça que afastava preventivamente Andrei Rodrigues e reiterou a suspensão da ordem de Flávio Dino que determinava a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal. Na prática, Andrei permanece no cargo, mas Fachin deu 48 horas para que ele preste informações antes de avaliar a continuidade definitiva na função.

A medida ocorreu após decisões opostas de Mendonça e Dino sobre Andrei e o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. Fachin classificou o cenário como um “inconciliável conflito de posições judiciais”.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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