A política aparece em histórias sobre eleições, governos, diplomacia e escolhas que afetam a vida comum. Entre os títulos estão dramas, comédias e uma série que passam por Washington, pela Itália, por uma escola dos Estados Unidos e pelo Parlamento da Dinamarca.
Poder, eleições e transformações
Em O Leopardo (1963), dirigido por Luchino Visconti, Burt Lancaster interpreta o príncipe de Salina, aristocrata siciliano que acompanha as mudanças políticas e a unificação da Itália dos anos 1860. Para preservar a influência de sua família, ele se aproxima da burguesia e dos revolucionários garibaldinos. Tancredi, vivido por Alain Delon, representa a aliança entre a aristocracia e a nova classe social. Angélica, interpretada por Claudia Cardinale, é filha do prefeito local. O filme foi baseado no livro de Giuseppe Tomasi di Lampedusa e também ganhou uma adaptação para série da Netflix em 2025. Está disponível na NetMovies e na Looke, com 186 min.
A Mulher Faz o Homem (1939), de Frank Capra, acompanha Jefferson Smith, personagem de James Stewart. Líder de escoteiros no interior dos Estados Unidos, ele chega ao Senado sem saber que sua indicação atendia a interesses de outros políticos. O idealismo e o patriotismo do novo senador entram em choque com o ambiente político. Jean Arthur interpreta Saunders, sua secretária. O filme está no Apple TV e no Prime Video, com 129 min.
A disputa pelo grêmio estudantil de uma escola de ensino médio está no centro de Election, dirigido por Alexander Payne a partir do romance de Tom Perrotta. O professor Jim, vivido por Matthew Broderick, tenta impedir a candidatura única de Tracy Flick, interpretada por Reese Witherspoon, e incentiva o atleta Paul a entrar na corrida. A interferência se mistura à crise pessoal do professor. O longa está no Prime Video e no Apple TV, com 103 min. Payne foi indicado ao Oscar de roteiro adaptado em 2000.
Gabinetes, guerras e campanhas
Em Leões e Cordeiros (2007), Robert Redford dirige e atua como o professor Malley, que tenta despertar o interesse político do aluno Todd, vivido por Andrew Garfield. Em Washington, o senador Irving, interpretado por Tom Cruise, apresenta à jornalista Janine, papel de Meryl Streep, uma nova estratégia do governo para encerrar a guerra no Iraque e no Afeganistão. Paralelamente, dois soldados aguardam resgate após ficarem cercados por inimigos. O filme está no MGM, no Prime Video e no Apple TV, com 92 min.
A comédia italiana Viva a Liberdade (2013), de Roberto Andò, parte do desaparecimento de um político em baixa nas pesquisas. Para esconder o sumiço, seus assessores recorrem ao irmão gêmeo dele, um filósofo que acabou de sair de um hospital psiquiátrico. Toni Servillo interpreta os dois irmãos, que passam a ser distinguidos por comportamentos diferentes. O filme está no Apple TV e no Prime Video, com 94 min.
O Palácio Francês (2013), de Bertrand Tavernier, mostra a rotina do gabinete do ministro de relações exteriores pela perspectiva de Arthur, vivido por Raphaël Personnaz. Contratado para escrever os discursos do ministro, ele enfrenta vaidades, disputas entre assessores e crises diplomáticas. Niels Arestrup interpreta Claude, chefe de gabinete e figura influente no ministério. O longa está no Apple TV e na Reserva Imovision, com 113 min.
A política no governo e na vida pessoal
A série Borgen, disponível na Netflix, acompanha Birgitte Nyborg, interpretada por Sidse Babett Knudsen, depois de sua eleição como primeira-ministra da Dinamarca. Para manter o governo, ela precisa fazer concessões, afastar um antigo aliado e lidar com a imprensa e a oposição de um parlamentar de extrema direita. A vida familiar também é afetada pelas exigências do cargo.
A produção teve três temporadas entre 2010 e 2013 e voltou em 2022 com mais uma temporada, intitulada Borgen: O Reino, o Poder e a Glória. Nessa fase, Birgitte ocupa o cargo de ministra das Relações Exteriores. A trama se passa no Borgen, apelido do Palácio de Christiansborg, sede do Parlamento da Dinamarca.









