A Transparência Eleitoral identificou falhas técnicas em 13% das urnas ou dispositivos usados durante a votação e informou que cinco observadores enfrentaram problemas no trabalho de fiscalização. Os registros foram feitos no Amazonas, no Pará, no Paraná, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro.
Entre as ocorrências técnicas, houve divergência entre o número de eleitores aptos indicado na zerésima e o registrado no caderno de votação. Também foi necessário reinicializar uma urna para cadastrar mesários. A Justiça Eleitoral solucionou todos os casos, sem troca de componentes dos equipamentos.
A entidade relatou ainda que, em 1% da amostra, as urnas foram instaladas em locais que não preservariam suficientemente o sigilo do voto. Segundo a organização, nenhuma dessas situações afetou a integridade dos votos.
Relatos nos estados
No Amazonas, um policial foi acionado durante um episódio de intimidação. Ele deixou o local depois de entender que se tratava de uma missão de observação eleitoral. Os problemas registrados nos cinco estados envolveram funcionários da Justiça Eleitoral e trabalhadores terceirizados.
A Transparência Eleitoral acompanhou a votação com 99 observadores distribuídos em 16 estados, no Distrito Federal e no exterior. Todos os locais monitorados iniciaram os trabalhos às 8h e emitiram a zerésima, documento que confirmou a ausência de votos antes da chegada dos eleitores.
O relatório inicial considerou o intervalo das 8h às 9h30 e avaliou a emissão das zerésimas, a presença de mesários, eventuais obstáculos aos observadores, as cabines e as filas. A entidade também informou que cerca de 93% do eleitorado tinha informação suficiente sobre o local de votação.
Um novo relatório estava previsto para 14h30. A organização informou que os dados são coletados em tempo real e consolidados.








