BRASÍLIA — O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma ter reunido as assinaturas necessárias para pedir um calendário especial para a PEC que acaba com a escala de trabalho 6 X 1 no Senado. A medida permitiria analisar a proposta em 2 turnos no mesmo dia.
A expectativa é que o requerimento seja aprovado e viabilize a votação da PEC na 4ª feira (14.out.2026). O pedido será apresentado por um grupo de senadoras, conforme informou Camilo Santana, líder do PT no Senado e porta-voz da campanha de Lula.
“Vamos apresentar para que a gente possa votar amanhã os 2 turnos”, declarou Santana nesta 3ª feira (13.out), na sede da campanha de Lula, no Lago Sul, em Brasília.
Sem o calendário especial, o Senado poderá votar o texto em 1º turno na 4ª feira (14.out), mas a 2ª votação ficará para outra data, após o cumprimento dos prazos regimentais. A PEC precisa de ao menos 49 votos favoráveis em cada turno para ser aprovada.
A proposta foi aprovada apenas na CCJ por falta de quórum para votação no plenário durante a semana do esforço concentrado, de 31 de julho a 4 de setembro.
Disputa no Senado
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, afirmou que a Oposição estimulou ausências no plenário e impediu a votação. Para ele, a articulação de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, e Rogério Marinho, líder da oposição, foi decisiva para barrar a análise da PEC.
A proposta ficou cerca de 3 meses parada após o distanciamento entre Lula e Davi Alcolumbre, presidente do Senado. A relação ficou tensionada depois que a Casa rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Eleitoral.
Lula e Alcolumbre voltaram a se aproximar por intermédio dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Integrantes do PT avaliam que a negociação também se relaciona à necessidade de Alcolumbre obter apoio para se reeleger presidente do Senado.








