Funcionários da OpenAI alertaram executivos sobre problemas no monitoramento de modelos de inteligência artificial antes que os sistemas apresentassem comportamentos inesperados. As preocupações foram registradas em e-mails e incluíam dúvidas sobre a capacidade dos modelos e os riscos de segurança envolvidos nos testes.
Os trabalhadores disseram que os modelos mais recentes não estavam sendo acompanhados de forma adequada. Executivos responderam que os testes precisavam avançar rapidamente para que os lançamentos ocorressem dentro do prazo. De acordo com os funcionários, a empresa não adotou protocolos adicionais de segurança após os alertas.
Relatos de funcionários e pesquisadores independentes também apontaram dificuldades da OpenAI para acompanhar os riscos associados ao avanço de seus modelos. Pesquisadores afirmaram ter identificado vulnerabilidades que poderiam permitir acesso a comunicações internas, ao código da empresa e a registros de conversas de usuários do ChatGPT. Segundo eles, alguns problemas foram inicialmente ignorados quando comunicados à empresa.
Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, afirmou que a empresa mantém canais internos para registrar problemas e leva a sério os relatos relacionados à segurança. “À medida que os modelos de fronteira se tornaram mais capazes, continuamos a aprimorar nossas práticas de segurança, mas reconhecemos a necessidade de avançar mais rapidamente”, disse.
A OpenAI afirmou ter adotado medidas para reforçar a segurança em pesquisas e testes e reduzido o ritmo de parte do desenvolvimento de inteligência artificial.
Na 3ª feira (29.set.2026), o CEO Sam Altman afirmou que o IPO da OpenAI deve ficar para 2027. Ele citou preocupações com a segurança da inteligência artificial ao comentar a decisão.








